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Atendimento na Santa Casa vira caso de polícia

Com três meses de gravidez, sangrando e sentindo dor, Raimunda Cavalcante das Neves, 32, após ter se sentido mal atendida pelo médico Patrick Emerson Maneschi, médico de plantão da Santa Casa, durante a manhã de ontem, foi até a Seccional de São Brás para

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Com três meses de gravidez, sangrando e sentindo dor, Raimunda Cavalcante das Neves, 32, após ter se sentido mal atendida pelo médico Patrick Emerson Maneschi, médico de plantão da Santa Casa, durante a manhã de ontem, foi até a Seccional de São Brás para pedir ajuda.

“Eu sinto muita dor, preciso de ajuda e ele só me deu um encaminhamento para fazer uma ultrassonografia, mas não tenho dinheiro”, lamentou. O delegado da Central de Flagrante autorizou o chefe de operações Samuel Ribeiro para levar Raimunda ao hospital novamente.

A equipe do DIÁRIO acompanhou a paciente no retorno ao hospital. O médico estava em um momento descontraído, conversando com os colegas, mas se irritou com a situação. Patrick alterou a voz com o chefe de operações, afirmando que o que ele tinha que fazer para ajudar a paciente, já tinha feito.

“Eu entrei no plantão às 8h e ela já estava desde 4h. Ela já tinha sido medicada, mas ainda sentia dores. Eu tentei fazer o toque no útero, mas ela não deixou e ainda arranhou a minha mão. Então não posso fazer nada, só passei uma receita para ela fazer o exame, mas hoje (ontem) não tem como, é só a partir de amanhã”, se defendeu o médico, de forma alterada.

Raimunda disse que o médico chegou a fazer o toque, mas ela interrompeu em virtude do tratamento que recebeu. “Ele foi muito estúpido e tava doendo muito, aí eu não deixei mais e fui embora”.

O chefe de operações da Seccional de São Brás explicou ao médico que era para ele pelo menos encaminhar a moça para um local adequado, onde fosse realizado o exame. “Se aqui não tem exame pelo menos
acione uma ambulância porque a viatura da polícia não pode ficar fazendo esse papel. Essa moça precisa receber atendimento”.

O médico fez o toque na paciente e disse que o útero não estava dilatado, mas ela apresentava sinais de aborto. “Uma mulher dessa que já tá no quinto filho não era mais para estar com essa história de não querer que seja feito o toque”, se indignou o médico. (Diário do Pará)

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