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Cidades paraenses penam sem água

Um estudo feito pela Agência Nacional de Águas (ANA) mostra que o Brasil deve enfrentar um grave problema de abastecimento nos próximos anos. Segundo a agência, se nada for feito, até 2015 cerca de 55% dos municípios vão ser afetados. Nesse contexto, os d

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Um estudo feito pela Agência Nacional de Águas (ANA) mostra que o Brasil deve enfrentar um grave problema de abastecimento nos próximos anos. Segundo a agência, se nada for feito, até 2015 cerca de 55% dos municípios vão ser afetados. Nesse contexto, os dados do Atlas Brasil, lançado em comemoração ao Dia Mundial da Água, mostram que os sistemas de abastecimento de água no Pará são bastante precários.

A maioria dos municípios paraenses (76%) é abastecida por mananciais subterrâneos. Mais da metade dos municípios do Estado (77 sedes urbanas) não possuem tratamento da água distribuída à população.

Em quatro sedes urbanas, a situação ainda é mais crítica. Em Placas e em Uruará, os sistemas existentes estão fora de operação, e em Nova Esperança do Piriá e em Pacajá não existem sistemas públicos de abastecimento de água.

Ao todo, 58% dos municípios necessitam de alguma adequação em seus sistemas de produção de água, considerando ampliações da infraestrutura existente ou a implantação de novas instalações. Pelo menos 35 sedes municipais requerem novos mananciais, devido a problemas de disponibilidade hídrica ou qualidade das águas.

INVESTIMENTOS

A análise foi feita em 5.565 cidades. Juntas, elas somam mais de 70% do consumo de água brasileiro. O estudo diz que será preciso investir ao menos R$ 70 bilhões para que seja garantida água de qualidade em todo o país até 2025. No Pará, o total de investimentos previstos é de R$ 680,6 milhões. A maior parte do investimento teria de ser destinada à coleta e ao tratamento de esgotos, visando proteger as fontes de abastecimento (rios e lagos).

No Brasil, a região que demanda o maior investimento é a do rio Paraná. Mas, levando-se em conta o crescimento da população, são as regiões Sudeste (com mais aglomerados populacionais) e Nordeste (com mais cidades que já têm problemas de abastecimento) que vão concentrar a maior demanda por água do país no ano de 2025: 71%. O relatório da ANA sugere obras em 3.027 municípios.

As soluções propostas pelo relatório no caso do Pará são a ampliação do Complexo Bolonha, a partir do aumento da capacidade de captação de água do rio Guamá de 5 para 10 m3/s e a construção da segunda etapa da Estação de Tratamento de Água (ETA Bolonha), que passará a trabalhar com o dobro da capacidade atual (3,2 m3/s). Essas obras visam garantir a regularidade da oferta de água para o abastecimento de Belém e devem se complementar pela ligação entre a ETA e os bairros mais distantes de Belém, além das cidades de Marituba e Ananindeua.

No futuro, prevê-se ampliar a ETA São Brás e reabilitar a ETA 5º Setor, que juntas têm capacidade nominal de 2,0 m3/s. Os investimentos previstos para a região metropolitana de Belém, em total de R$ 171,1 milhões, também incluem a adequação e ampliação localizada do abastecimento por poços. (Diário do Pará)

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