Amanhã começam os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instalada ontem na Assembleia Legislativa do Pará para investigar o tráfico de seres humanos no Estado. A primeira reunião será realizada na AL, às 14h, onde será definida a agenda de atuação da comissão, inclusive, quais entidades serão chamadas a colaborar com a apuração.
A CPI do tráfico humano foi pedida pelo deputado petista Edilson Moura, a partir da repercussão da libertação de vários travestis na capital de São Paulo, a maioria paraenses, boa parte menores de idade, que eram vítimas de uma rede de exploração sexual, cujos aliciadores estão sendo investigados pelas polícias do Pará e São Paulo. Os deputados João Salame (PPS) e Carlos Bordalo (PT) foram escolhidos presidente e relator da CPI, respectivamente. O deputado Celso Sabino é o vice-presidente.
INSTALAÇÃO
A instalação da CPI foi feita pelo presidente da AL, deputado Manoel Pioneiro (PSDB), que prometeu dispor aos membros da comissão de condições para investigar os casos de denúncias que serão recebidos pelos deputados. O prazo inicial das investigações será de 90 dias, podendo ser prorrogado.
O tráfico humano será investigado por várias vertentes, segundo informaram os membros da CPI. O principal deles é o aliciamento de pessoas, inclusive, menores de idade, para exploração sexual. Mas, segundo o vice-presidente da comissão, já há algumas denúncias de tráfico de órgãos que a CPI terá que investigar que envolve a perícia de corpos e cursos de medicina no Estado do Pará. Celso Sabino afirma que há indícios de que há uma relação entre a demora da perícia e o tráfico de órgão.
O tráfico interno de mulheres, especialmente adolescentes, para os garimpos paraenses e de fora do Estado, também será objeto das apurações. Para isso, os membros da CPI vão pedir ajuda da Polícia Civil, Polícia Federal e outras entidades que atuam no combate a este crime.
Os deputados garantem que até as denúncias de trabalho escravo serão investigadas, uma forma de combate a este crime do qual o Pará continua no topo da lista no país. (Diário do Pará)
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