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Sem rastro da mãe de bebê abandonado

A menina recém-nascida achada num terreno baldio em Ananindeua, na terça-feira, e internada desde então na Santa Casa de Misericórdia tem quadro de saúde estável e passa bem, de acordo com o boletim médico do final da tarde de ontem. Segundo a médica neon

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A menina recém-nascida achada num terreno baldio em Ananindeua, na terça-feira, e internada desde então na Santa Casa de Misericórdia tem quadro de saúde estável e passa bem, de acordo com o boletim médico do final da tarde de ontem. Segundo a médica neonatologista Helena Reis, que acompanha a criança, ela recebeu um banho morno e foi alimentada com o leite do banco do hospital.

Pesando 2,4 kg e com 47 centímetros de altura, a criança deverá ficar no hospital por sete a quatorze dias, aguardando o desenrolar do caso. Durante esse período, receberá os cuidados de rotina e terapia apropriada.
O delegado responsável pelo caso, Gilberto Jorge Costa, afirmou que uma equipe checa informações no local em busca da mãe da criança. “O procedimento é investigar a pessoa que a abandonou. Ela irá responder por abandono de incapaz. É preciso saber onde ela teve a criança. É cedo para levantar hipóteses. Pelo que se observa, é mais um caso de abandono como muitos.”

PERTO DAS FORMIGAS

O bebê foi encontrado em um terreno baldio nos fundos do quintal da aposentada Ângela Reis, 57 anos, no Conjunto Verdejantes I, em Águas Lindas. Ontem, após o susto, Ângela, acompanhada do neto Kevin, registrou a ocorrência na Delegacia do Júlia Seffer. “Depois de ouvir muito choro de bebê, eu abri a porta do quintal e a vi enrolada em uma capa de sombrinha, uma blusa forrava a cabeça dela e um saco plástico cobria as pernas até a cintura”, lembra. Uma vizinha de Ângela, que a acompanhava, reconheceu a blusa usada para cobrir a criança como uma roupa doada por ela a pedintes.

O estudante Kevin Reis, 15 anos, mostrou vídeos e fotos que fez no celular ao encontrar o bebê. “Foi um susto. Peguei ela no colo e fui tirando as formiguinhas do corpo dela. Ela estava próxima ao formigueiro. Quando carregamos, estava dormindo. Pensamos que estava morta. Depois ela abriu os olhos e começou a chorar. Fiquei chorando com ela no colo e logo apareceram vários vizinhos”.

Enquanto não se tem informações sobre a origem da menina, que recebeu no hospital o nome de Vitória, a família Reis já pensa em ficar com a guarda da menina. “Se os parentes não aparecerem, vamos ver as possibilidades de ficar com ela. Ninguém vai lutar por isso, e sim checar as possibilidades”, diz Kevin.

BEBÊ DE CASTANHAL

O bebê abandonado em um matagal da invasão Olho D’àgua, no Jaderlândia, em Castanhal, no último dia 28 de fevereiro, recebeu alta da Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) Neonatal, do Hospital Francisco Magalhães, onde passou 21 dias internado e já se encontra no Centro de Acolhimento de Menores de Castanhal. Batizado pelos funcionários da unidade como José Expedito, o bebê aguarda por uma família. A polícia ainda não conseguiu identificar a mãe da criança. Sem pais definidos, o processo de adoção, que costuma ser demorado, com prazos que ultrapassam até nove meses, pode ser concluído antes do tempo médio.

Famílias interessadas na adoção podem procurar o Núcleo da Criança e do Adolescente (Naeca), que funciona no complexo da Secretaria Municipal de Assistência Social, para serem posteriormente encaminhados à Justiça. Os pretendentes passam por avaliação com acompanhamento de um psicólogo.

O bebê passou por um tratamento rigoroso para curar uma pneumonia, causada pelo período em que ficou exposto ao relento antes de ser encontrado. Depois de ter sofrido escoriações pelo corpo, com indícios de que tenha sido arremessado no matagal, ele está no Centro de Acolhimento de Crianças e Adolescentes de Castanhal e saudável: já ganhou peso e cresceu quatro centímetros. (Diário do Pará)

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