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Banco de leite da Santa Casa precisa de doações

O Banco de Leite Humano do Hospital da Santa Casa de Misericórdia precisa de leite materno para alimentar os 120 bebês que estão nas UTIs da instituição. Por mês são necessários de 800 a 900 litros de leite materno, mas a Santa Casa só consegue pouco mais

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O Banco de Leite Humano do Hospital da Santa Casa de Misericórdia precisa de leite materno para alimentar os 120 bebês que estão nas UTIs da instituição. Por mês são necessários de 800 a 900 litros de leite materno, mas a Santa Casa só consegue pouco mais de 300 litros. O leite é direcionado para alimentar os bebês prematuros e aqueles internados no Centro de Tratamento Intensivo Neonatal e no berçário.

A tenente-coronel Silvia Cruz, coordenadora do projeto “Bombeiros da Vida”, que há nove anos trabalha com a captação de leite para a maternidade, explica que o número de mães doadoras tem diminuído nos últimos meses. “Desde o carnaval que o número de doações vem caindo. Esse mês só conseguimos captar 249 litros de leite materno. A demanda é grande e preocupante. Os bebês que são alimentados geralmente são os prematuros que não podem mamar para não gastar energia”.

São doadoras as mães que produzem uma quantidade de leite além da necessidade de seus filhos e as que estão com os bebês internados na Santa Casa. “A doadora tem que ser saudável. Para isso, nós vamos à casa da mãe para saber um pouco de sua vida, depois fazemos a captação, cadastro e damos apoio e orientação de como fazer sozinha a ordenha, que é a retirada do leite”.

Para doar o leite, a mãe pode ligar para o Banco de Leite Humano da Santa Casa que uma equipe do “Bombeiros da Vida” vai até a casa da doadora buscar o leite. “Levamos o nosso kit que é composto de uma garrafa de vidro esterilizada, touca, máscara e fazemos a coleta. Nessa visita já deixamos mais frascos para que ela possa fazer sozinha e apenas ligar para pegarmos”.

“Eu nunca imaginei que iria ser doadora, mas quando meu filho ficou internado e precisou de leite, eu entendi a realidade desses bebês e por isso todo dia eu venho aqui e encho os copinhos”, contou a Valdinéia Silva Souza, 46 anos, mãe de uma bebê de dois meses que está internada no hospital por causa de um problema cardíaco.

A mãe de primeira viagem Delci Silva Cardoso, 27 anos, também é uma das mães que oferecem o seu leite para alimentar outros bebês. “Meu filho está com 14 dias. Ele nasceu prematuro e não pode mamar, por isso tem que se alimentar no copinho. Cada vez que eu deixo o meu leite aqui no banco fico imaginando que estou salvando a vida de vários bebês assim como do meu”.

OBRAS

O secretário estadual de Obras, Joaquim Passarinho, será oficiado pela Assembleia Legislativa para expor o cronograma de obras na Santa Casa. O deputado José Megale (PSDB) apresentou requerimento propondo que a Comissão de Educação, Cultura e Saúde da AL peça esclarecimentos à Seop, convidando o secretário para expor as obras em andamento e sobre a perspectiva de conclusão.

Megale ressalta que em 2008 a sociedade paraense presenciou um dos piores episódios da história local, que foram mais de 200 mortes de bebês na maternidade da Santa Casa. De janeiro a julho foram computadas 262 mortes de recém-nascidos na UTI neonatal da maternidade.

Com o escândalo, enfatiza Megale, várias emendas parlamentares foram aprovadas, destinando recursos para recuperação da maternidade da Santa Casa e uma reforma geral no hospital. (Diário do Pará)

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