Foi preso, no início da tarde de ontem, Robson Chaves Nunes, vulgo “Catita”, 19 anos, acusado de ter assassinado Elisângela Michely Beckman Vieira, 28 anos, na madrugada do dia 17 de abril deste ano, no Conjunto Maguari, na alameda 17B, em Icoaraci. Segundo o acusado, ele matou Elisângela porque ela teria roubado um aparelho celular dele.
Segundo informações da polícia, eles moravam próximos um do outro e houve um desentendimento de Catita com a vítima dias antes do crime. Robson contou como o crime aconteceu: “bati nela porque ela roubou o meu celular e depois dei um ‘mata-leão’ no pescoço dela. Depois que ela caiu, eu fui embora e no dia seguinte fiquei sabendo que ela tinha morrido”. Segundo o delegado Ocimar Nascimento, o acusado ainda prestou depoimento à polícia na manhã seguinte, negou tudo e foi liberado. Ainda segundo o delegado, pela tarde do dia 18 de abril, a polícia foi até o local e encontrou na casa de Catita uma bermuda suja de sangue, que ele usava no momento do crime. Mas o acusado, ao saber que a mulher morreu, fugiu para Santo Antônio do Tauá para morar na casa da avó.
“Começamos a investigar o caso e várias testemunhas nos deram informações. Pessoas que estiveram no momento do crime nos disseram, posteriormente, o que realmente aconteceu e hoje pela manhã (ontem) solicitei um mandado de prisão preventiva do acusado”, disse o delegado Ocimar Nascimento.
Segundo ele, o acusado teria confessado o crime para familiares. De acordo com a polícia, Catita foi apreendido quando era adolescente por ter assassinado um primo que, segundo ele, estava roubando objetos da casa dele.
“Eu matei a Elisângela porque não gostava dela. Ela era usuária de drogas e trocava o corpo por dinheiro só para consumir drogas”. O caso foi encaminhado para a Seccional Urbana de Icoaraci e, de acordo com o delegado Ocimar Nascimento, o acusado será autuado por homicídio qualificado. (Diário do Pará)
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