Nova avenida Marquês de Herval. Poucos dias após a inauguração, as marcas da depredação já começam a aparecer. Plantas que decoram o canteiro central arrancadas ou roubadas, peças da academia ao ar livre quebradas, brinquedos avariados. Esses são apenas alguns exemplos de falta de consciência por parte da população em relação aos bens de uso coletivo.
“Acabaram de inaugurar e já está quebrado, as pessoas não conseguem conservar, parece que precisam destruir tudo. Depois reclamam dizendo que a situação é ruim”, afirma a dona de casa Laura Martins. “Em dois dias já tinha coisa quebrada. Em parte, isso é culpa da população que é mal educada, faz parte da cultura de algumas pessoas essa destruição”, opina a autônoma Eduarda de Lima.
A parte destinada aos brinquedos infantis também já sofreu danos. Bancos estão rachados e alguns estão quebrados e jogados no chão. “É complicado, né? Com certeza não foi criança que quebrou isso, usam da maneira errada”, diz o estudante Fabrício Silva. Outro exemplo da falta de conscientização está em uma parada de ônibus localizada na avenida. Apesar de a estrutura ser nova, parte da parada já foi alvo de pichação.
Por conta dos atos de depredação, é necessário fazer manutenção constante do local. Segundo a Secretaria Municipal de Esporte, Juventude e Lazer (Sejel), até os professores de educação física que orientam a população na utilização dos equipamentos da academia ao ar livre vêm informando os moradores da área quanto ao uso adequado dos equipamentos e a importância de preservá-los.
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EM NÚMEROS
800
reais é o que chega a gastar semanalmente uma empresa de ônibus de Belém, em que todos os 38 veículos da frota já foram para manutenção por danos nos estofados cometidos deliberadamente pelos usuários.
R$ 10
custa aos cofres públicos cada planta retirada do canteiro da Marquês de Herval, onde havia três mil espécies.
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