Se você é daqueles que adia a declaração do Imposto de Renda, se confunde com os dados exigidos e tem medo de cair na malha fina, ainda que não tenha certeza do que isso significa, você não está sozinho. “É o tipo de obrigação que a gente acha difícil só de olhar, por isso eu vivo adiando”, admite a vendedora Carla Pontes.
Com objetivo de esclarecer as dúvidas das pessoas que ainda não prestaram contas à Receita Federal, representando mais da metade dos contribuintes paraenses, membros do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento, Perí-
cias, Informações e Pesquisas (Sescon), do Conselho Regional de Contabilidade do Pará, do Sindicato dos Contabilistas e técnicos da Receita Federal realizaram recentemente a campanha Declare Certo. O serviço de assistência e informação foi gratuito e esteve disponível em vários pontos da Região Metropolitana de Belém.
“O Pará está inovando por ser o único Estado do Norte e integrar a campanha, que já era realizada no sul e sudeste do país”, afirma o presidente do Sescon/PA, Marcelo Matos. Segundo ele, a ação é uma forma de dar retorno à sociedade, fortalecendo o papel de cidadania da instituição.
O vice-presidente do Sescon/PA, José Eduardo, explica que a maioria das dúvidas são relativas a quem pode ser considerado dependente, pagamentos de plano de saúde e venda de bens. “Muitas pessoas não sabem que somente cônjuges, filhos ou dependentes instituídos por tutela judicial são considerados dependentes legais perante a Receita. Além disso, deixam de pagar imposto sobre imóveis vendidos, o que é obrigatório logo no mês seguinte à transação”, afirma.
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