Um balanço recente mostrou que um total de 30% dos pacientes que fazem atualmente tratamento psiquiátrico no Hospital de Clinicas Gaspar Viana têm seus problemas ligados ao uso abusivo de entorpecentes: são usuários crônico de álcool e outras drogas. A grande parte é de pacientes jovens do sexo masculino. Entre os internos, chama a atenção a ligação ao uso de duas drogas muito fortes e presentes na sociedade paraense: a pasta de cocaína e o crack. “São duas drogas devastadoras e com um poder de dependência muito forte e rápido”, explica o psiquiatra do HC, Carlos Teixeira.
No começo tudo é curiosidade. No organismo, a droga provoca prazer e sensação de liberdade. Depois vem a necessidade de ter mais. “Ela deixa de ser ocasional ou recreacional para ser dependência. Nessa fase o corpo do indivíduo trabalha na ânsia de ter a droga. A vida se estreita e gira em torno dessa necessidade”, explica Teixeira.
Cada droga apresenta um tipo de abstinência no corpo. Os da pasta de cocaína e do crack, que são drogas derivadas do cloridrato de cocaína, são semelhantes: ansiedade, insônia, alteração do humor, irritação, agressividade, dores pelo corpo, taquicardia, sudorese e diarreia. “Geralmente os pacientes chegam a emergência do HC apresentando esses sintomas, que são de crises agudas de abstinência. Mas quando os sintomas são de taquicardia associada a falta de ar, dor no peito e aumento da pressão, não se tratada de uma grise de ansiedade, mas de overdose. Aí o paciente tem que ser levado para o pronto-socorro mais próximo. Pode ser um infarto pelo uso abusivo da droga”, explicou.
Clique nos links abaixo e leia a reportagem especial do Diário do Pará:
>> Pará na rota do flagelo da coca e do crack
>> 90% dos homicídios estariam ligados às drogas
>> Pasta de cocaína já é a droga mais consumida
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