O destino de profissionais e estudantes das áreas de turismo, fotografia e jornalismo nesse feriado da Semana Santa foi o município de Cachoeira do Arari, no arquipélago do Marajó. O evento foi organizado pela Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo do Estado do Pará (Abrajet- Pa) através da programação “Roteiros da Amazônia”.
A programação contou com o ciclo de palestras “Roteirização turística”, com a turismóloga Flávia Lima. João Zucarato falou a respeito da força do turismo brasileiro no Espírito Santo. Sobre “Comunicação e Turismo” falou a jornalista Benigna Soares. E a fotografia foi palestrada pelos fotógrafos Pedro Rodrigues e João Ramid que falaram sobre técnicas de tratamento de imagens e imagem como ferramenta estratégica de comunicação e turismo.
O presidente da Abrajet-Pa, João Ramid, disse que a intenção do evento é de unir esses profissionais para trocar informações e capacitação. “A nossa idéia é de reunir pessoas dessas áreas para trabalhar pela divulgação do turismo no nosso estado, por isso é importante ter essa experiência de vivência no lugar para saber das dificuldades que existem”, disse Ramid.
João Zucarato é presidente da Abrajet, no Espírito Santo, durante a palestra ele apresentou uma pesquisa de Fluxo Turístico no Espírito Santo. “Essa pesquisa mostra o perfil dos nossos turistas e aqui no Pará não existe esse tipo de pesquisa, mas essa é uma peça fundamental para desenvolver o turismo, pois é possível identificar o que precisa ser explorado e melhorado”, sugeriu Zucarato.
No ciclo de palestras teve a participação de Jéssica Cardoso, 16, moradora do município. Ela é estudante da 8ª série da Escola Estadual Adaltino Paraense. Para ela, a participação no evento é uma oportunidade de aprendizado. “O meu professor divulgou o evento na escola e eu me interessei porque é uma forma de interagir com as pessoas e de conhecer mais sobre o meu próprio local”, opinou a estudante.
Acervo cultural do Marajó
O presidente da Abrajet explicou que a escolha da primeira edição do “Roteiros da Amazônia” ocorrer em Cachoeira do Arari não foi por acaso. “Aqui está concentrada a memória e a cultura do Marajó, existe um museu que acumula um grande acervo arqueológico que está praticamente falido e nós não podemos deixar essa história morrer”, justificou Ramid.
Além do museu existe o grupo folclórico Acauã, o nome é homenagem a uma tribo indígena que existia no Marajó. O grupo de dança fez uma apresentação especial, na noite de ontem, no Museu. Pedro Ribeiro, vice-presidente do grupo, disse que é uma satisfação receber turistas, pois ele diz que o grupo só é reconhecido pelas pessoas de fora.
“É um prazer receber as pessoas que vêm ao nosso município porque aqui nós não temos público. Dos quatro grupos folclóricos que existiam o nosso é o único que ainda sobrevive, mesmo sem incentivo nós insistimos”, lamentou Pedro Ribeiro.
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