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Muro vai abaixo em Marituba

Com a chuva de sábado à noite, no bairro São João, conhecido como “Pato Macho”, em Marituba, parte do muro lateral da Cidadela do Abrigo João de Deus, localizado entre a Alça Viária e a Rua Tupinambás, não suportou a força da água e caiu. No instante do i

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Com a chuva de sábado à noite, no bairro São João, conhecido como “Pato Macho”, em Marituba, parte do muro lateral da Cidadela do Abrigo João de Deus, localizado entre a Alça Viária e a Rua Tupinambás, não suportou a força da água e caiu. No instante do incidente, não passava ninguém no local, mas os destroços deixaram a via interditada para o tráfego de veículos.

A enxurrada também gerou prejuízos a vários moradores. Ontem pela manhã, o trabalho começou cedo para retirar toda a sujeira e a água que sobrou. Para o morador Antonio Augusto Castro, 53 anos, o muro do Abrigo João de Deus, com cerca de seis metros de altura, tombou com a pressão exercida pela água. “O sistema de drenagem é muito precário, existem poucos canos para escoar a água que se concentra do outro lado da parede. Quando ele veio abaixo, a água represada veio junto alagando todas as casas”, conta.

Segundo os moradores, os problemas com alagamentos tornaram-se mais frequentes após a construção da Alça Viária. “Quando foi concluída a pavimentação, faltou ser feita uma drenagem eficiente da água do rio Uriboca (que corta a rodovia e passa por dentro do Abrigo). Agora com qualquer 15 minutos de chuva tudo fica alagado”, diz a costureira Maria Zilda Feitosa, 50 anos.

Alguns moradores que tiveram prejuízos por conta do alagamento pediram providências à administração da Cidadela do Abrigo João de Deus. A dona de casa Elisângela da Costa Santos, 37, diz que a coordenação do abrigo poderia ter feito uma obra interna de drenagem para evitar o acidente. “A minha casa ficou toda alagada. A água chegou a subir quase 25 centímetros, molhou móveis, eletrodomésticos e roupas. Aqui moram três famílias que estão precisando comprar água mineral, pois o poço de onde tirávamos água para beber ficou sujo de lama.”

O padre Francisco Gulliotta, que coordena as atividades do abrigo, também culpa a falta de drenagem na Alça Viária pelos problemas causados pela chuva torrencial que alagou o terreno.

Em relação aos prejuízos causados aos moradores, o padre lamenta o incidente. “Infelizmente, com os recursos que o abrigo possui não será possível arcar com os danos causados pela chuva. Até mesmo para reconstruir o muro vamos precisar da ajuda do poder público e da sociedade, com doações.”

Segundo ele, atualmente, a Cidadela João de Deus é composta de pequenos apartamentos destinados a pessoas em recuperação que lá desenvolvem tarefas agrícolas. “O abrigo sobrevive de filantropia. Aqui moram 25 pessoas, entre membros da igreja católica e pessoas carentes que antes viviam nas ruas. Com as doações, oferecemos alimento e assistência médica.”

INSEGURANÇA

Sem a proteção que o muro proporcionava, quem mora no interior do abrigo vai viver com o medo de ser vítima da violência. O espaço está em uma área considerada de risco e com graves problemas sociais. “Solicitamos ajuda da Polícia Militar. Estamos com receio de alguém invadir o terreno”, conta a Irmã Maria Rayol Gonçalves. (Diário do Pará)

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