Mônica Pinto foi ouvida novamente ontem (25) pelo MPE, desta vez para falar sobre os documentos apreendidos
Pelo menos 12 pessoas devem ser denunciadas à Justiça pelo Ministério Público Estadual (MPE) por envolvimento nas fraudes no setor de pessoal da Assembleia Legislativa do Pará (AL). “Que havia fraudes, que havia o esquema, já está comprovado. Toda e qualquer medida que o Ministério Público vier a tomar, a partir de agora, será para fortalecer ainda mais as provas e fazer a individualização da conduta de cada uma dessas pessoas para que se possa responsabilizá-las criminalmente”, disse o promotor que preside a investigação, Arnaldo Azevedo.
O esquema de corrupção, iniciado em 1995, foi ampliado e chegou a consumir entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão mensais dos cofres da AL nos últimos dois anos. Pelo menos 22 pessoas ainda devem ser ouvidas e a previsão é de que a investigação seja encerrada em 20 dias.
Além dos acusados, o MPE deve ouvir pessoas que tiveram documentos pessoais encontrados na casa dos servidores alvos das buscas e apreensão. Deve ouvir também o atual diretor do Departamento de Gestão de Pessoas, Marcus de Almeida.
Principal testemunha do caso, Mônica Pinto esteve ontem (25) pela terceira vez na sede do MPE para prestar depoimento. Ela ficou duas horas e meia diante dos promotores e saiu sem falar com os jornalistas. Hoje, Mônica deve prestar depoimento na Delegacia de Investigações e Operações Especiais (Dioe), que também apura o caso.
Arnaldo Azevedo diz que o depoimento de ontem foi necessário para tirar dúvidas acerca de documentos apreendidos durante as buscas e apreensões realizadas na terça-feira 19. O Ministério Público não descarta novos depoimentos de Mônica à medida que as pilhas de papéis em poder dos promotores forem sendo analisadas.
Os promotores já ouviram os quatro servidores que foram presos durante a operação: Euzilene Araújo, Jorge Moisés Cadar, Daura Hage e Semel Charone. Eles foram liberados no último domingo, após vencimento dos cinco dias da prisão temporária que é decretada apenas para coleta de provas. Apenas Euzilene Araújo, ex-servidora do gabinete do ex-deputado Robson do Nascimento, o Robgol, preferiu manter o silêncio. Alegou que só falará na fase judicial do processo. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar