Antes das 8h, uma fila já se formava em frente ao posto de vacinação da Unidade de Saúde da Pedreira. Idosos, gestantes e crianças aguardavam para tomar a vacina contra a gripe, que começou a ser aplicada ontem. A campanha vai até 13 de maio.
A vacina protege contra os principais vírus da gripe A, a sazonal H3N2 e B. Brisbaine. Devem ser vacinadas as crianças com idades entre seis meses e menores de dois anos, idosos a partir de 60 anos, grávidas em qualquer período gestacional, profissionais de saúde e indígenas. A contraindicação é para pessoas que tenham alergia a ovo de galinha e que apresentaram reações graves a doses anteriores da vacina.
A manicure Poliane Rodrigues decidiu levar o filho de um ano e seis meses para tomar a vacina logo no primeiro dia da campanha. “Ele costuma gripar muito, sempre venho com ele aqui no posto. Depois da gripe A as mães ficaram com mais medo.” Na unidade da Pedreira, a vacinação começou com meia hora de atraso, às 8h30, o que gerou muita reclamação. Maria de Nazaré Silva, 65 anos, disse que chegou às 7h para tomar a vacina. “Cheguei cedo e já tinha gente aqui. Da primeira vez eu fiquei com medo dessa vacina, mas agora vou tomar.”
Raimundo Corrêa, 73 anos, chegou às 6h30 e já estava impaciente pela espera. “Quando a gente não vem acham ruim e quando vem é isso aqui. Eu aguento esperar em pé, mas tem gente que não aguenta”, afirmou, referindo-se a falta de bancos para que os idosos pudessem aguardar sentados.
Hélio Franco, secretário de Estado de Saúde, frisou a importância da vacinação. “A gripe continua preocupando, o vírus do H1N1 está por aí. A Organização Mundial de Saúde preconiza que continue a vacinação e os cuidados com a prevenção.” A meta da campanha no Pará é atingir 80% de um público estimado em quase um milhão de pessoas. Segundo o secretário, não há risco de falta de vacina nos postos de saúde. “Não vai faltar vacina, temos mais de um milhão de doses e mais de quatro mil equipes de vacinação.”
Os idosos, as crianças e as grávidas recebem a vacina por estarem no grupo de risco. “Esse grupo é o prioritário. Vacinando os mais suscetíveis evita-se a circulação do vírus. Boa parte dos idosos que se internam ou vem a óbito é por conta de complicações respiratórias.” No próximo dia 30 será realizado o Dia Nacional de Vacinação da Influenza, o Dia D, para intensificar a vacinação.
Mortes por H1N1
2009 - 14 mortes
2010 - 30 mortes
2011 - 1 morte
(Fonte: Sespa)
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