Sob pressão popular e parlamentar, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) voltou atrás e prometeu reativar o atendimento 24 horas de urgência e emergência nas unidades do Telégrafo e Icoaraci, dois dos cinco espaços onde havia sido suspenso o serviço.
O anúncio foi feito ontem (26) durante sessão da Câmara de Vereadores de Belém, que convocou o secretário municipal de Saúde em exercício, Marcos Alvarez, a prestar esclarecimentos sobre a desativação. O prazo para a normalização do funcionamento, contudo, ainda está indefinido. Segundo afirmou o secretário, somente após um levantamento previsto para maio será possível estabelecer datas.
Além da falta de prazos específicos, outras respostas também deixaram insatisfeito parte do público presente. No decorrer da sabatina, que durou cerca de duas horas, Alvarez foi, na maioria dos momentos, superficial e cauteloso, desviando-se de críticas sobre problemas na gestão e falta de diálogo com a sociedade.
Auxiliado por assessores e técnicos da Sesma, ele chegou a apresentar os números de atendimentos em cada unidade de saúde 24 horas e o plano de assistência básica do município, mas não convenceu com as justificativas para as desativações.
Segundo o secretário, cada uma das 10 unidades de atendimento 24 horas custa por mês R$ 187 mil, dos quais Belém financiaria, sozinha, R$ 77 mil. “Não deveríamos, mas fazemos”.
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