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Pesquisa aponta números do trabalho doméstico

De acordo com a segunda parte de uma pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/Pa) na manhã desta quarta-feira (27), 50% dos trabalhadores doméstico do Pará e de toda região Norte tem permanência m

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De acordo com a segunda parte de uma pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/Pa) na manhã desta quarta-feira (27), 50% dos trabalhadores doméstico do Pará e de toda região Norte tem permanência máxima de até um ano no emprego; cerca de 30% ultrapassam a carga horária prevista em lei e quase 10% têm entre 10 e 17 anos.

A primeira parte do estudo, divulgada ontem, indicou que no Pará 222.468 pessoas atuam em empregos domésticos, sendo que 93,9% são mulheres e apenas 6,1% são homens. Deste quantitativo, 87% estão trabalhando sem carteira assinada.

Os dados levantados nas duas etapas deste estudo reuniram conteúdo para o Observatório do Trabalho no Pará, criado em parceria com o Governo do Estado para apontar indicadores de emprego e renda no Estado e na Região Norte.

Em todo Pará, 2,69% dos empregados domésticos possuem entre 10 e 14 anos, já os adolescentes de 15 a 17 correspondem a um percentual de 6,42% e isto gera um total de 9,11%, por volta de 20.261 indivíduos ao todo. Os jovens de 18 a 29 anos somam 31,02% das vagas neste ramo.

A idade que concentra o maior de número de trabalhadores domésticos em todo o Pará compreende a faixa de 30 a 39 anos. São cerca de 66.948 mil indivíduos, o equivalente a 30,09% do total de paraenses nestes empregos. A maioria dos ocupados nesta idade são mulheres, alcançando o número de 63.437. A segunda maior concentração está entre 40 a 49 anos, com 38.452 trabalhadores, aproximadamente 17,28% do total.

Em relação à carga horária, a pesquisa mostra a preocupante marca de 67.218 pessoas, 30,21%, trabalhando mais de 44 horas, tempo superior ao permitido por lei. Mais de 94% destes casos ocorrem com pessoas do sexo feminino.

O estudo chamou atenção também para outro aspecto alarmante: somente 24% dos trabalhadores domésticos permanecem de dois a quatro anos no emprego. Cerca de 22% ficam por apenas cinco meses. Dados apontaram que 49% das pessoas neste ramo duram, no máximo, um ano em ocupações domésticas e uma fatia menor de 13% corresponde àqueles que conseguem se estender por mais de 10 anos. As informações são do Dieese/Pa. (DOL)

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