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Secretários de saúde debatem controle da malária

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Coordenação Estadual de Malária, conclui nesta quarta-feira (27) a última etapa da “1ª Oficina de Avaliação do Programa de Controle da Malária no Estado do Pará”, em Belém. A oficina foi dirigid

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A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Coordenação Estadual de Malária, conclui nesta quarta-feira (27) a última etapa da “1ª Oficina de Avaliação do Programa de Controle da Malária no Estado do Pará”, em Belém. A oficina foi dirigida a secretários de saúde, coordenadores de endemias e demais representantes da Atenção Básica dos municípios de Afuá, Anajás, Bagre, Breves, Chaves, Curralinho, Ponta de Pedras, Portel e São Sebastião da Boa Vista, integrantes do Arquipélago do Marajó, além de Cametá e Oeiras do Pará, na região do Baixo Tocantins, que mais registram casos no Pará.

O objetivo do encontro foi discutir acertos e erros no combate à doença realizado em 2010 e traçar metas para 2011, além de trocar informações acerca das recomendações técnicas do Ministério da Saúde e de responsabilidades atribuídas ao governo estadual e aos municípios no combate à malária no Pará.

A apresentação da oficina, feita pelo coordenador Estadual de Endemias, Bernardo Cardoso, destacou a relevância do diagnóstico precoce. “É importante iniciar o tratamento o quanto antes, pois evita o sofrimento do paciente e reduz a possibilidade de complicações em decorrência da doença. Além disso, impede que outros mosquitos se contaminem e que levem a malária para novas pessoas”, destacou.

Segundo o coordenador, os pacientes devem completar o tratamento conforme a recomendação médica, pois a interrupção pode provocar a recidiva (volta) da doença ou até o agravamento do quadro, além de manter o ciclo de transmissão ativo.

Durante a atividade, os participantes tiveram a oportunidade de tirar dúvidas e trocar experiências. Além disso, receberam informações sobre a forma de transmissão, os sintomas mais comuns, os métodos de diagnóstico, o tratamento e as ações de prevenção.

Mobilização - Para Bernardo Cardoso, o evento poderá contribuir com as ações de controle da doença. “As oficinas têm o objetivo de incentivar o desenvolvimento de atividades de educação em saúde e mobilização social nos municípios, para que a comunidade se envolva no controle da malária”, afirmou.

Oficinas similares já foram realizadas no último dia 13 no município de Santarém, envolvendo representantes de Altamira, Anapu, Itaituba, Jacareacanga, Novo Progresso, Pacajá, Prainha, Porto de Moz e Senador José Porfírio, todos municípios do oeste do Pará.

Na terça-feira (26) as oficinas reuniram representantes da Saúde de Breu Branco, Cachoeira do Piriá, Goianésia do Pará, Ipixuna do Pará, Marabá, Moju, Paragominas,Tucuruí e Viseu, municípios do sudeste e nordeste.

A malária é uma doença infecciosa aguda, causada por protozoários do gênero Plasmodium. A transmissão natural ocorre por meio da picada da fêmea infectada do mosquito do gênero Anopheles, que se infecta ao sugar o sangue de um doente. O ciclo se inicia quando o mosquito pica um indivíduo com malária. No mosquito, os plasmódios se multiplicam. O ciclo se completa quando os mosquitos infectados picam um indivíduo, levando os parasitas de uma pessoa para outra.

Os criadouros preferenciais do mosquito transmissor da malária são fontes de água limpa, sombreadas e de baixo fluxo, muito frequentes na Amazônia brasileira. Em humanos, se não for tratada, a malária pode evoluir rapidamente para a forma grave e levar à morte. Entre os sintomas, os mais comuns são dor de cabeça, dor no corpo, fraqueza, febre alta e calafrios. O período de incubação varia de oito a 17 dias, podendo, entretanto, chegar a vários meses em condições especiais.

Apesar de não existir vacina para combatê-la, a malária é uma doença que tem cura e o tratamento é simples e gratuito. A confirmação laboratorial é feita por meio do exame da gota espessa. O procedimento consiste na visualização, utilizando um microscópio, de possíveis parasitas em lâminas que contêm sangue do paciente. Outro método é o teste de diagnóstico rápido, que pode ser usado em áreas remotas, em que o diagnóstico padrão não pode ser realizado. (Ascom Sespa)

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