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Belém pode ficar um dia sem combustível

Empresários ameaçam manter os postos fechados em protesto contra os reajustes no preço do combustível praticados pelas distribuidoras. Belém vive a ameaça do desabastecimento de combustível por um dia inteiro. Isso porque os empresários donos de postos d

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Empresários ameaçam manter os postos fechados em protesto contra os reajustes no preço do combustível praticados pelas distribuidoras.

Belém vive a ameaça do desabastecimento de combustível por um dia inteiro. Isso porque os empresários donos de postos de combustíveis na capital devem se reunir para ficar 24 horas com os postos fechados em protesto aos frequentes aumentos no preço do álcool e da gasolina praticados pelas distribuidoras de petróleo.

Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Combustíveis do Pará (Sindicombustíveis), Alírio José Gonçalves, eles devem se reunir em assembleia nos próximos dias para definir a data e a dinâmica da paralisação. Hoje, o sindicato apresentará, em coletiva à imprensa, os índices de reajustes praticados pelas companhias distribuidoras e os prejuízos que os empresários paraenses têm.

Alírio informa que em poucos dias serão dois reajustes: um na última segunda-feira e outro no próximo domingo, acumulando, em 60 dias, um percentual de aumento de 15%, o que acaba refletindo no preço praticado nas bombas. “Vamos parar em protesto, na defesa do consumidor e para mostrar que ninguém aguenta esses aumentos”, afirmou. “O consumidor acaba culpando os donos de postos, mas nós também somos prejudicados com isso”.

NOVO REAJUSTE
Com a nova elevação do preço, o consumidor deve preparar o bolso. O presidente do sindicato informou que, a partir de segunda-feira, o valor deve ficar acima de R$ 3,10. “Vamos definir quem deve aderir e como vamos fazer essa paralisação”, garante. Ainda falta definir o dia e a hora da assembleia. Em todo o Pará, existem 900 postos de gasolina, sendo 270 na

Região Metropolitana de Belém e 90 somente na capital, que abastecem cerca de 400 mil veículos.
O aumento da gasolina já pesa no bolso daqueles que precisam do combustível. Para o estudante Leandro Benassuly, que gasta cerca de R$ 300 por mês com gasolina, essa situação ainda vai ficar mais difícil. “É uma vergonha para nós esse aumento. Nós produzimos o petróleo e somos os mais penalizados em relação aos outros países”.

A assistente social Marisa Martins, que abastece dois carros todo mês e gasta por volta de R$ 600, afirmou que vai diminuir o número de passeios que faz com a família. “Temos que buscar os filhos no colégio, ir para o trabalho e a diversão acabou ficando mais cara. Além do que, com esse aumento da gasolina, tudo no supermercado também fica mais caro”.

Para quem usa o carro como instrumento de trabalho a situação piora ainda mais, como é o caso do operador em telecomunicação Élson Farias, que já vem sentindo do bolso o aumento do combustível. “Preciso do carro para trabalhar e gasto R$ 400 por mês. Agora vou gastar a mesma coisa e o marcador não vai subir o suficiente. O resultado disso é que vai pesar mais no bolso de todo mundo”. (Diário do Pará)

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