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Mobilização por atendimento 24h na rede municipal

“Eu tenho esperança de que um dia a saúde pública seja tratada com respeito. Infelizmente eu não tenho plano de saúde e tenho que recorrer às unidades de saúde”, desabafou a professora primária, Cleucirene Moraes, 40 anos. Ela estava aguardando atendiment

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“Eu tenho esperança de que um dia a saúde pública seja tratada com respeito. Infelizmente eu não tenho plano de saúde e tenho que recorrer às unidades de saúde”, desabafou a professora primária, Cleucirene Moraes, 40 anos. Ela estava aguardando atendimento na unidade de Icoaraci, que assim como o do Telégrafo teve o funcionamento da urgência e emergência suspenso desde o dia 18 de abril.

Quinta-feira (28), após uma tensa reunião entre representantes da comunidade, diretoria da unidade, da Secretaria Municipal da Saúde (Sesma) e vereadores, ficou decidido que a partir do dia 1º de maio, os moradores de Icoaraci voltam a ter o atendimento de urgência e emergência no posto de saúde.

“Vamos ter esses dias para reorganizar os plantões, mas vai continuar funcionando da mesma forma precária de antes, até que as reformas da unidade fiquem prontas. Não temos condições de fazer reanimação, por exemplo, somente atendimentos básicos”, disse a diretora Ana Ruth Maia.

Depois que o atendimento de urgência e emergência foi suspenso por determinação do secretário de saúde, Sérgio Pimentel, a unidade adotou o 4º plantão, que funciona das 19h até às 23h. “Nesse plantão temos atendimento odontológico e ginecológico, mas com a volta da urgência e emergência ele será suspenso. Volta o plantão com um clínico, dois técnicos de enfermagem e um atendente administrativo”, observou a diretora.

CURIÓ UTINGA
A ausência do secretário municipal de Saúde em exercício, Marcos Alvarez, numa audiência pública promovida pela Câmara Municipal de Belém, ontem à noite, no Centro Comunitário do Curió-Utinga, revoltou os moradores do bairro. Com a presença dos vereadores Adalberto Aguiar e Marquinho, (PT), a audiência teve a participação maciça da comunidade que discutiu a retirada do atendimento de urgência e emergência da Unidade de Saúde do bairro.

A alegação de que os atendimentos das 23h às 6h eram poucos revoltou os moradores. “Mesmo que fosse só um tinha que ser atendido, é uma vida”, afirmou o radialista Frank de Castro, 45. A dona de casa Juventina de Moraes Santos, 74, disse que o funcionamento era precário, “mas não pode faltar, a unidade não pode acabar, o povo não tem para onde ir”.

Os moradores ameaçam fechar a avenida João Paulo II, na próxima semana, caso não seja reativado o serviço de urgência e emergência da Unidade de Saúde do bairro. (Diário do Pará)

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