Eles fazem tarefas essencias para a rotina de uma grande cidade, mas são tratados como se não existissem: e esse dia a dia resulta em dor.
A invisibilidade que Antônio e Jedelías se queixam está relacionada diretamente com a profissão que exercem. Por ser um trabalho que lida com serviços gerais sem a necessidade de alto grau de escolaridade para ser exercido, o ofício de gari, em geral, é rejeitado por alguns segmentos da sociedade.
Segundo a cientista social Andréa Bittencourt, a invisibilidade social em decorrência da profissão exercida tem uma explicação histórica. “Vivemos em uma sociedade hierárquica, que ainda alimenta aquela postura do ‘Você sabe com quem está falando?’. E esta sociedade nega trabalhadores que trabalham com serviços gerais, por considerá-los menores e não merecedores de respeito”, afirma.
“As pessoas não enxergam nem a importância do trabalho desempenhado por estas pessoas, nem o ser humano que há embaixo do uniforme. E são ofícios tão importantes. O que seria de nós se não existissem os garis?”, questiona.
Mas não são apenas os garis que sofrem com esta invisibilidade. Garçons, zeladores, domésticas, serventes, seguranças e coveiros são apenas algumas das profissões consideradas invisíveis. (Diário do Pará)
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