Foi com lágrimas nos olhos que a vendedora de doces Sandra Borges, que há dez anos trabalha com a venda de alimentos na Praça da República, contou a difícil situação que está passando desde que o decreto 66.440 da Secretaria Municipal de Economia (Secon) proibiu a comercialização de comida na praça. “Está muito difícil. Eu sobrevivo daqui porque não tenho outro meio”.
Assim como Sandra, outros vendedores de alimentos da Associação dos Artesãos e Expositores do Pará-Amazônia (Artepam) protestaram, na manhã de domingo (02), pela volta do serviço. Com cartazes e abaixo-assinado, eles exigiam um posicionamento da Prefeitura Municipal de Belém sobre quando poderiam voltar a trabalhar. “Já tivemos quatro reuniões com a Secon, mas eles ainda não estudaram a maneira correta para nós voltarmos”, afirmou a vendedora de sucos Maria Ivone da Silva.
Segundo ela, os vendedores de lanches foram retirados da área de venda de artesanato com a justificativa de que faltava melhorar as condições de armazenamento dos alimentos. Há quatro domingos sem trabalhar, eles ainda esperavam pela regulamentação do serviço. “Disseram que o problema era com a maneira que armazenamos os doces. O que queremos é nos adequar para voltar a trabalhar, mas eles não nos disseram como deve ser”.
Enquanto a lista de assinaturas do abaixo-assinado já chegava a cerca de 3 mil assinaturas, Sandra questionava a atuação da prefeitura. “O que a gente está fazendo de mal? Queremos trabalhar com dignidade, queremos uma alternativa”. (Diário do Pará)
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