O 1º de maio já foi dia de importantes manifestações, mobilizando milhares de pessoas em busca de direitos trabalhistas. Contudo, a força popular tem diminuído e o que se viu ontem (01), no Dia Internacional do Trabalho, em Belém, foram organizações sociais marchando sozinhas pelas ruas, sem grande participação popular.
A concentração do evento ocorreu às 8h, na Praça do Operário, e reuniu, além de centrais sindicais, associações de trabalhadores e representantes de partidos políticos. Para a coordenadora da marcha pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Jurema do Amparo, a presença de diferentes instituições mostra a necessidade de minimizar as diferenças políticas e fortalecer a mesma pauta de reivindicações. “O objetivo de valorizar a classe trabalhadora tem que estar em primeiro lugar porque a nossa bandeira de luta é uma só”. Entre as exigências estão a redução da jornada de trabalho de 45 horas para 40 horas semanais, fim do fator previdenciário, igualdade entre homens e mulheres e redução da taxa de juros. Uma audiência com o governador Simão Jatene, na próxima quarta-feira, já estaria marcada para debater estes temas.
DENÚNCIAS
Nos discursos em carro som, os manifestantes abordaram a precariedade nas condições de trabalho e denunciaram irregularidades, como a suposta abertura de estabelecimentos comerciais que deveriam estar fechados, mas estariam funcionando, descumprindo a decisão judicial, que liberou a abertura de apenas quatro supermercados 24 horas, por meio de liminar. Outra questão levantada foi a corrupção. Os manifestantes pediram a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar desvios de verbas da Assembleia Legislativa do Pará.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Supermercados de Belém, Antonio Caetano Filho, as notícias recentes confirmam que o momento é de protesto. “Ninguém está satisfeito com as condições oferecidas, não temos nada a comemorar. Por isso convocamos a classe a integrar o movimento”.
Sobre os acordos firmados entre sindicato e patronal, ele admite que alguns avanços foram alcançados, como o pagamento de 50% da mensalidade do curso superior a funcionários de uma rede privada de supermercados, mas ratifica a necessidade de ampliar as conquistas. “Ainda queremos plano de saúde para todos, ter participação nos lucros das empresas e receber 100% pelas horas extras”. A marcha foi encerrada na Praça da República.
A Associação dos Concursados (Ascompa) também integrou a marcha. O objetivo foi manter a pressão sobre o governo para a nomeação de todos os aprovados nos últimos certames. A Ascompa reclama que, apesar do anúncio feito pelo governador, muitos concursados ainda não foram chamados. (Diário do Pará)
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