No Brasil, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) surgiu na década da discoteca, os anos 80. De lá para cá, a epidemia, que no começo era restrita a São Paulo e Rio de Janeiro, contaminou milhões de pessoas em todo o país. Nesse contexto, é importante um trabalho de humanização, respeitando a fisiologia do ser humano, em especial, às parturientes portadores do vírus.
Com o objetivo de analisar a visão da puérpera soropositivo frente à assistência humanizada de enfermagem oferecida no hospital, identificando o nível de satisfação das pacientes com o atendimento prestado, Allynne Barbosa, Layla Mesquita e Nádia Moraes, com a orientação da professora Conceição Barros, utilizaram como campo de pesquisa a Santa Casa de Misericórdia do Pará para realizar o trabalho de conclusão do curso de Enfermagem, do Centro Universitário do Pará (Cesupa), intitulado “O cuidado humanizado de enfermagem às parturientes HIV positivo: visão da puérpera”.
Na vivência em aulas práticas de Saúde Hospitalar, com ênfase em Obstetrícia, foi possível perceber a assistência de enfermagem, especialmente às puérperas HIV positivo. As dúvidas que surgiam quanto à assistência preconizada pelo Ministério da Saúde a essas pacientes foram o pontapé inicial para a realização da pesquisa.
ATENDIMENTO
A partir disso, o resultado do estudo veio mostrar que o atendimento ofertado pela equipe de enfermagem às parturientes soropositivo condiz com o que é recomendado pelo Ministério da Saúde, tendo um percentual de 90% das pacientes satisfeitas com o atendimento neste hospital.
A pesquisa conseguiu traçar o perfil sócio-econômico de maior incidência das parturientes soropositivo, identificando a qualidade da assistência de enfermagem oferecida e quantificando o nível de satisfação desse atendimento na visão da puérpera soropositivo.
Durante a realização do estudo, constatou-se que a maioria das mulheres soropositivo entrevistadas já havia passado pela primeira gravidez, já estando infectadas desde o primeiro filho, mas ainda tinham algumas dúvidas sobre sua patologia. Com isso, eram orientadas sobre a doença quando chegavam à Santa Casa, sendo assistidas por uma equipe multiprofissional.
A mulher portadora de vírus HIV corre riscos como qualquer portador, tendo também o perigo de passar para o filho. Por isso, é importante que todas as gestantes realizem testes para a identificação do HIV, um exame de rotina comum, mas de extrema importância para a saúde da mãe e da criança.
O Ministério da Saúde preconiza que os profissionais da saúde, ao lidarem com pessoas de sorologia positiva para HIV, ofereçam apoio emocional e orientações que ajudem a amenizar a ansiedade e esclarecer as dúvidas.
A pesquisa comprovou que o atendimento de enfermagem vem ocorrendo de maneira holística, não sendo feito nenhum tipo de discriminação por parte da equipe de enfermagem em relação à parturiente HIV, tendo esta um tratamento não diferenciado. Isso mostra a importância em oferecer atenção especial para a obtenção de uma assistência de enfermagem humanizada, contribuindo para o bem-estar das parturientes.
O projeto Nascer foi instituído pelo Ministério da Saúde desde 2003 nas maternidades da capital e de algumas cidades do interior do Estado. Na Fundação Santa Casa, as práticas do projeto Nascer são desenvolvidas desde 1997, tendo como principal objetivo a diminuição dos casos de recém-nascidos que adquirem a Aids ou sífilis via transmissão vertical (de mãe para filho), além da redução da mortalidade associada à sífilis congênita e melhoria na qualidade do atendimento ao parto.
CENTRO DE REFERÊNCIA
A Fundação Santa Casa é o maior centro de referência no Estado para atendimento de gestantes portadoras de HIV. Todas as parturientes que desconheciam ser portadoras de HIV e tiveram seu diagnóstico durante o trabalho de parto passam por um aconselhamento pós-teste minuciosos, onde se leva em consideração o estado psicológico e emocional da mulher.
A Fundação Santa Casa proporciona apoio adequado realizado por uma equipe multiprofissional treinada e presta atendimento humanizado e exclusivo, conservando o pacífico equilíbrio holístico entre mãe e filho, seguindo todas as recomendações do Ministério da Saúde para redução da transmissão vertical do HIV, realizando todas as etapas da profilaxia, principalmente para a suspensão da amamentação. (Diário do Pará)
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