Seja na expectativa do primeiro nascimento, na emoção de reviver a experiência ou na realização de quem esperou muito tempo para ter um filho. Ser mãe é sempre a consumação de um milagre, que traz vida, amor e felicidade à existência de quem o presencia.
“Em casa tudo mudou depois que ela chegou. A rotina precisou ser adaptada aos cuidados dela e às nossas obrigações”, conta Tatiana Moreira, que há cinco meses deu à luz a Ana Cecília, uma criança linda e cheia de energia. Tatiana e o marido planejaram cuidadosamente o primeiro filho. Consultas a médicos, conversas sobre o assunto e organização financeira fizeram com que Ana fosse recebida com todo carinho e atenção da família. “A minha mãe é um exemplo pra mim e eu quis passar a mesma coisa para ela”, afirma.
Advogada, administradora, dona de casa e mãe, ela explica que não há sensação igual ao turbilhão de emoções de ter um filho pela primeira vez. “Ouvir o choro dela, saber que está tudo bem e perceber que agora aquela vida depende de você. São todas as dúvidas ao mesmo ‘será que ela vai mamar normalmente, dormir durante a noite, chorar muito’, e tudo isso só o tempo responde”, afirma.
No colo da mãe e cercada de todos os brinquedos, Ana Cecília é só sorrisos. E Tatiana, só orgulho. “Ser mãe é um estado permanente de amor, até porque amor nunca é demais”, diz.
Para Wanessa Nogueira, recepcionista, é impossível não concordar, porque “coração de mãe sempre cabe mais um”. Mãe de um garoto de oito anos ela manteve o sonho de completar um casal de filhos e passou os últimos cinco anos fazendo tratamento para engravidar.
Mesmo com pouca idade, ela afirma que agora já conhece as estratégias e obrigações da rotina materna, mas admite que no começo precisou de auxílio porque ela própria ainda se sentia um pouco criança. “Eu tinha 20 anos e não tinha noção de nada”, admite. Agora, a expectativa está voltada para o nascimento de Moára, cujo significado é “índia guerreira”. “Estou com os hormônios à flor da pele e super ansiosa. Não importa se já passei por isso antes, porque nenhuma gravidez é igual à outra”, explica.
E se a gravidez sozinha já é um momento único, a magia ganha ainda mais força quando ela vem após descréditos médicos. “Sempre me disseram que eu não poderia ter filhos e até os 36 anos acreditei nisso, por isso me dediquei a outros aspectos da vida, como o trabalho”, conta a professora universitária Josenilda Maués. Com viagem marcada para São Paulo, onde faria seu doutorado, ela teve um choque com a notícia: estava grávida de quatro meses. “Tive que reorganizar minha vida e adiar alguns planos, mas ganhei uma dimensão nova da vida”, diz. Hoje, após 16 anos, ela e a filha mantêm uma relação de cumplicidade, a partir da troca de conhecimento e experiências. “Ela é minha consultora de moda e tecnologia e eu sou a referência pra estudos, um ‘dicionário ambulante’ como ela diz”, brinca.
Sobre a maternidade mais madura, ela assume que há divergências de momentos. Enquanto a filha está cheia de hormônios da adolescência, Josenilda já traz a vivência de 53 anos. Porém, garante que a idade não é empecilho para quem sonha em ser mãe. “É um amor incondicional, que nos brinda com diversos deveres, mas propicia o momento mais especial na vida de uma mulher”, resume. Leia mais no Diário do Pará.
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