Enfrentando pela segunda vez o júri popular, Marcelo Ferreira Zeferino, o policial militar acusado de ter participado da morte do promotor de eventos Carlos Gustavo Maia Russo, em janeiro de 2005, foi absolvido no dia 17 de março de 2008, mas a sentença acabou sendo anulada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará e o novo julgamento acontece hoje a partir das 8h, no Fórum Criminal.
Há seis anos lutando por justiça, a mãe de Carlos Russo, Iranildes Russo, espera que dessa vez o acusado fique preso e pague pela morte de seu filho. “Sei que os anos que ele pode ficar na cadeia nunca vão pagar a morte do meu filho, mas estou na expectativa que a justiça brasileira agora aconteça”.
Confiante, Iranildes acredita que o Tribunal de Justiça reconheceu que houve um equívoco no julgamento anterior e que, dessa vez, a impunidade não prevalecerá. “Mesmo ficando preso dois, três anos como é a nossa lei, já vou ver a justiça acontecendo”. O grupo Movida, criado por Iranildes, também marcará presença na frente do Fórum realizando atos de protesto e pedindo justiça para o caso Russo.
Carlos Gustavo Russo tinha 27 anos quando foi vítima de um sequestro-relâmpago. Durante a perseguição policial, Carlos foi atingido por sete disparos feitos por PMs, na avenida João Paulo II, bairro do Marco, em Belém. (Diário do Pará)
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