Nos últimos cinco anos, a taxa de crescimento em obras formais na construção civil no Pará chegou a 118,43%, superando a margem de contratações formais em outros setores no mesmo período, que chegou a apenas 63,24%. É o maior crescimento relativo do emprego formal entre todas as atividades econômicas estaduais, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon).
Dados do Ministério da Previdência e Assistência Social divulgados pelo sindicato revelam que o Pará teve o menor índice de acidentes na construção civil em toda a região Norte entre 2007 e 2009. Considerando todos os segmentos da indústria no Brasil - extrativismo mineral, transformação e construção –, a participação da construção civil em acidentes de trabalho não chegou a 7,5% em 2009, no ápice do chamado ‘boom imobiliário’. “No Pará, os números estão abaixo da média nacional e a participação não chega a 3,5% no mesmo período”, diz o presidente do Sinduscon-PA, Marcelo Gil Castelo Branco.
Em 2007, a construção civil respondia por 5,6% dos acidentes, enquanto que a indústria de transformação chegou à marca de mais de 36%. Em 2009, mesmo com o crescimento de 44,7%, aumentando o índice para 7,4% na participação em acidentes, a construção civil ainda ficou muito abaixo dos números da indústria de transformação, que contabilizou 33% dos casos.
Castelo Branco diz que manter esta média é um desafio, resultado de um trabalho realizado de maneira contínua. “Através do Projeto Construir, promovemos ações permanentes para reduzir os acidentes de trabalho nas obras através de seminários, cursos.” (Diário do Pará)
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