“Eram 17h30 quando resolvi sair. Quando estava em frente à Ufra para subir no ônibus, senti apenas alguém puxar minha mochila. Vi dois homens, um com uma garrafa de cachaça na mão e o outro com a mão por dentro da blusa fingindo ser uma arma. Fui me afastando e consegui gritar por socorro. Caí no chão e me machuquei, mas o trauma psicológico é pior”. Assim a médica veterinária Adriele Cardoso, formada pela Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), relata um dos momentos de violência vivenciados por ela no período estudantil.
Assim como ela, os outros alunos também têm várias histórias para contar sobre assaltos e furtos nas instalações da universidade. Eles resolveram apelar às autoridades protestando em frente ao portão da universidade, na avenida Perimetral.
A mestranda Ellen Eguchi, que representava os estudantes no manifesto, disse que o baleamento de um vigilante da Ufra na última quinta-feira foi o estopim. “É perceptível que o número de vigilantes não é o suficiente para o tamanho da área. As pessoas entram e saem sem o menor problema, e isso facilita bastante a ação dos bandidos”. Ela diz que sucessivos assaltos têm ocorrido na Ufra nos últimos meses.
Os manifestantes fizeram um abaixo-assinado para ser encaminhado à reitoria por melhorias na segurança. O reitor em exercício da Ufra, Paulo Santos, afirma não haver registro de assaltos dentro do campus, mas é consciente das deficiências existentes na segurança da universidade. Segundo ele, os casos de roubos no local foram durante a noite, quando alguns materiais do prédio foram levados, mas Santos afirma que nunca houve assaltos a alunos, servidores ou professores.
Segundo o reitor, os vigilantes ficam em pontos estratégicos nos 200 hectares de área - o equivalente a 200 campos de futebol. Ele informa que um processo de licitação está em curso para contratar segurança eletrônica e homens armados que irão compor o quadro dos 86 vigilantes. Quanto à segurança externa, o reitor comenta que é feita em parceria com a Polícia Militar. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar