Vatapá, tacacá, maniçoba, mingau, bolo e diversos doces à base de macaxeira, milho, tapioca e outras delícias da terra. Mês de junho é também sinônimo de quilinhos a mais para muitos paraenses. Nas ruas, em estabelecimentos comerciais, shoppings, igrejas e outros pontos é possível escolher entre diversas barraquinhas repletas de comidas típicas à venda. Mês de São João e de Santo Antônio é também o mês das comidas juninas, que em terras papachibés ganham ares totalmente amazônicos e exóticos.
De acordo com a vendedora de uma barraquinha de comida localizada em um shopping da capital paraense, Soraya Katilucia, os alimentos fazem sucesso e dão um bom lucro. “Aqui a gente vende de 30 a 40 fatias de cada bolo, como o bolo podre ou de macaxeira. Na hora do almoço sai muito vatapá, tacacá, maniçoba... Depois, pela parte da tarde, é a vez dos mingaus. Os doces são vendidos sempre, o dia inteiro”, ressaltou Soraya.
Segundo ela, é difícil sobrar algo quando chega o final do expediente. “Acredito que seja uma tradição, faz parte do significado dessa época junina. Eu mesma como muito esse tipo de comida nesse período do ano”, contou. Os preço das comidas variam, mas giram em torno de R$ 2,00 para doces como paçoca e canjica, R$ 3,50 para os mingaus e R$ 8,00 os pratos salgados, a exemplo do vatapá e maniçoba.
A assistente social Carmen Seabra e a sua filha, Camila Monteiro, mantêm o costume de comer guloseimas juninas neste período. “É tudo uma delícia. É nessa época que mais aparecem essas comidas, por isso a gente acaba comendo e engordando mais”, diz Camila. “A gente não fica tanto na expectativa porque eu acabo fazendo antes de junho algum mingau ou um bolo de macaxeira, para segurar a vontade”, esclareceu Carmen.
Para o taxista Cezar Oliveira, é a melhor época do ano. “O sabor desse mês é muito bom, não tem nem comparação, talvez só no Círio de Nazaré. Tem que aproveitar, comer bastante, porque senão perde”. Ele arruma tempo entre um afazer e outro para saborear as comidas. “Hoje, por exemplo, eu vim fazer uma compra no shopping e cá estou eu deliciando um vatapá”.
Outra que também acha o mês junino a melhor época do ano é a vendedora Priscila Fernandes, que também vende comidas típicas em um shopping no centro de Belém. “Acho melhor até mesmo que férias. O ritmo do trabalho fica legal também, bem movimentado”.
Companheira de trabalho de Priscila, Isabela Veloso considera que o período é o momento de expor o que a culinária paraense tem de melhor. “É a oportunidade perfeita para mostrar as comidas típicas e tão gostosas do nosso Estado. Muitos turistas aparecem para comprar, ficam curiosos, alguns com receio pedem para gente explicar os ingredientes de cada prato. A maioria acaba experimentando e gostando muito”, afirmou Isabela, que aponta a cocada de cupuaçu e maracujá entre os doces preferidos dos turistas que vêm de fora. Leia mais no Diário do Pará.
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