Quando percebeu, aos 32 anos, que doar sangue é um ato de humanidade que vai muito além de um favor e que isso não provocaria nenhum tipo de dano à saúde, o motorista Frank Blanco aceitou participar do projeto “Mãos que ajudam”, da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, doando sangue na Fundação Hemopa.
Frank é um dos 200 doadores reunidos pela igreja através do projeto e que compareceram à sede do Hemopa durante todo o sábado. Ao lado do rapaz, a aposentada Maria das Graças aproveitou a oportunidade para realizar o compromisso assumido há seis anos. “Doar é um ato de amor e respeito ao próximo. Isso vai além de uma religião, é exercitar o dever como cidadão. Somos todos irmãos”, enfatiza.
De acordo com Juciara Farias, gerente de captação de doadores, durante as férias o ritmo de doação cai e há um aumento na demanda devido a acidentes. “Recebemos em média cerca de 300 solicitações de transfusão de sangue por dia nesse período, enquanto temos a média de 200 doadores. Essa diferença pode custar a vida de algumas pessoas”, destaca. Ela conta que a parceria com a igreja acontece há três anos e potencializa o comparecimento de candidatos à doação de sangue e medula óssea.
A gerente informou, ainda, que a partir de agosto o horário de coleta de sangue aos sábados foi ampliado, o Hemopa atenderá das 7h30 até as 17h.
O projeto “Mãos que Ajudam” acontece simultaneamente em todo o Brasil, nas 26 capitais, Distrito Federal e em mais de 180 cidades do país, e marca o Dia Nacional de Ação Voluntária proposto pela igreja. No Pará, o serviço adotado foi a doação de sangue. Porém, outras cidades como Castanhal, Santarém e Marabá receberão outros tipos de ação dos voluntários. (Diário do Pará)
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