Sabe aquelas famosas coxinhas, empadas e tortas de caranguejo que você anda consumindo? Você sabe a procedência da carne de caranguejo que é utilizada nestes produtos? Pois bem, professores da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), sob a coordenação do professor Fernando Elias Rodrigues da Silva, do Instituto da Saúde e Produção Animal (ISPA), avaliaram a qualidade da carne do caranguejo-uçá no Centro de Tecnologia Agropecuária do Instituto Socioambiental e dos Recursos Hídricos (ISARH) e descobriram como o processamento da massa de caranguejo artesanal pode ser feita de forma mais higiênica e saudável para os consumidores.
UM PROBLEMA
A carne do caranguejo-uçá (Ucides cordatus) é uma das principais fontes de renda para muitas famílias em vários municípios do interior do Estado, o que representa a sustentação econômica de inúmeras comunidades. Geralmente, a extração da carne do crustáceo é feita manualmente, em locais inapropriados e em precárias condições de higiene pessoal e de processamento, normalmente em instalações insalubres, no quintal das casas. Como ainda não existe estabelecimento que obtenha esse produto com registro em órgão oficial de inspeção, sua comercialização é considerada crime e tem sido coibida por esses órgãos.
Em dezembro de 2010, o governo do estado do Pará, através do decreto nº 2.634, aprovou os requisitos mínimos para o processamento da massa de caranguejo artesanal. O objetivo do governo é auxiliar as ações integradas para este tipo de processamento, além de estabelecer os critérios de higiene e os procedimentos operacionais padronizados, visando prevenir e proteger a saúde do consumidor, a saúde dos trabalhadores e ainda preservar o ambiente.
A carne do caranguejo-uçá, devido às suas características químicas, similares à dos peixes e de outros crustáceos, pode se alterar com muita facilidade.
Como a sua obtenção é realizada por manipulação intensa, são essenciais medidas de higiene em todas as etapas do processo produtivo para garantir a sua qualidade. Leia mais no Diário do Pará.
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