Cansados de ver a Ordem dos Advogados do Brasil no Pará (OAB-PA) afundar cada vez mais em intrigas, armações e ameaças, desde quando estourou na imprensa o escândalo da suspeita venda do terreno da subseção de Altamira e a fraude na assinatura do vice-presidente da entidade na procuração que fechou o atrapalhado negócio - desfeito imediatamente após denúncia do DIÁRIO -, 14 conselheiros titulares e suplentes da entidade protocolaram no Conselho Federal da OAB, em Brasília, um pedido de várias providências cautelares que precisam ser urgentemente tomadas “no sentido de preservar não apenas o regular funcionamento da OAB/PA, mas o seu patrimônio financeiro, moral e histórico, com o afastamento daqueles que, a juízo da comissão de sindicância, estejam gravemente comprometidos com os fatos em apuração”.
O apelo foi endereçado ao vice-presidente nacional, Alberto de Paula Machado, já que o presidente Ophir Cavalcante Junior, por ser originário do Estado onde o caso está sendo apurado, optou por afastar-se da questão por motivos éticos. Os 14 conselheiros cobram que seja ultimado o resultado das apurações relativas à venda do terreno ao conselheiro Robério Abdon D’Oliveira, além das responsabilidades pela falsificação da assinatura do vice-presidente, Evaldo Pinto, pela ex-chefe da assessoria jurídica, Cyntia Portilho.
Segundo os conselheiros, a demora no resultado da sindicância estaria “oportunizando o agravamento da crise institucional vivida pela Seccional do Pará”. Na próxima terça-feira, 16, o caso será debatido em assembleia geral, mas a reunião – na verdade um prolongamento da realizada no último dia 2, quando conselheiros pediram vistas de atas, solicitando perícia em gravações de vídeo e áudio de sessões que trataram da venda do terreno – gera o temor de incidentes.
É que o presidente, Jarbas Vasconcelos infiltrou lutadores de vale-tudo e homens armados na sala de reunião, no dia 2, provocando a revolta de diretores e conselheiros que discordam das últimas atitudes tomadas por Vasconcelos. Ao vice Alberto de Paula Machado, os conselheiros estaduais pedem que o Conselho Federal envie a Belém dois de seus integrantes para funcionarem como “observadores” na sessão de terça-feira.
Leia a reportagem completa no Diário do Pará
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