Andar pelo centro comercial de Belém é um verdadeiro exercício de paciência. Junto ao grande número de pessoas caminhando, o excesso de vendedores ambulantes causa desordem e muita confusão. Enquanto lojistas tentam atrair clientes aos gritos por meio de caixas amplificadoras, os camelôs soltam a voz para garantir as vendas. O resultado final da disputa é desconforto.
O número de barracas é tão grande em determinados perímetros que impede a visão de alguns logradouros. Caso da loja Paris N’América, prédio inaugurado em 1909, retrato do período áureo da borracha no Pará, escondido pela publicidade irregular. “Acho bonito, mas não fazia ideia da história dele (o prédio). Também, no meio de tanta confusão fica difícil apreciar beleza arquitetônica”, disse a estudante Ana Carolina Silva, que comprava tecidos na loja no fim de semana.
Essa desordem é clara nas ruas Santo Antônio e João Alfredo. “Nas datas comemorativas fica pior, já que a quantidade de pessoas transitando é muito maior. Está ficando impossível andar pelas ruas e até pelas calçadas. Daqui a pouco vão ter que interditar para fluxo de pessoas”, avaliava Deyse Fernandes.
Nessa área fica também a barraca de bijuterias de Amélia Tavares. Ela trabalha no local há cinco anos e sustenta os três filhos com o que ganha. “Sei que a nossa presença aqui (ambulantes) nem sempre é bem-vinda, mas temos que tentar sobreviver de alguma forma”, declara. Leia mais no Diário do Pará.
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