Os trabalhadores do Sindicato da Construção Civil do Estado do Pará decidiram, em assembleia, pela paralisação e a entrada em greve a partir de segunda-feira (5). A categoria só deve voltar ao trabalho quando as reivindicações de aumento do piso salarial forem alcançadas.
Ailson Cunha, coordenador geral do sindicato, afirmou que a paralisação deve acontecer em todo o estado e, principalmente, nos canteiros de obras na Rodovia Augusto Montenegro e também no centro de Belém.
As principais reivindicações da categoria são: aumento dos pisos salariais para profissional (R$ 1 mil), servente habilitado (R$ 770) e servente (R$680); cesta básica no valor de R$ 150, Participação de Lucros e Resultados (PLR) e Plano de saúde. Além disso a categoria exige que 10% das vagas em canteiros de obras sejam destinadas às operárias mulheres.
O reajuste pretendido, com base no piso salarial, está entre 15% e 18%. A categoria já fez duas rodadas de negociação com a patronal, onde foram oferecidos os reajustes de 7% e 8%, que não atenderam às expectativas da categoria.
Acidentes
A garantia do plano de saúde é também uma forte bandeira de luta da categoria. Segundo Ailson Cunha, de janeiro a agosto deste ano já foram registrados mais de 50 acidentes de trabalho. 'Precisamos do plano de saúde para garantir a nossa segurança', explica o coordenador geral do sindicato, que conta ainda que em 2011 nove acidentes resultaram em mortes nos canteiros de obras.
Protesto
Na noite de ontem (1), após a assembleia que reuniu cerca de 5 mil operários, os trabalhadores em protesto bloquearam a travessa 9 de Janeiro entre as avenidas Governador José Malcher e Magalhães Barata. De lá eles seguiram em passeata até a Praça do Operário em São Brás. A manifestação acabou por volta de 20h30.
(Marina Chiari/DOL)
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