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Consumidor continuará pagando mais para abastecer

O anúncio feito pelo governo federal esta semana sobre a redução do teor de álcool anidro misturado à gasolina está repercutindo no país inteiro. A medida de minorar o teor anterior de 25% para 20% visa evitar a falta de etanol no mercado e, assim, espera

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O anúncio feito pelo governo federal esta semana sobre a redução do teor de álcool anidro misturado à gasolina está repercutindo no país inteiro. A medida de minorar o teor anterior de 25% para 20% visa evitar a falta de etanol no mercado e, assim, espera-se que sobre álcool no mercado e não haja risco de desabastecimento, além da diminuição no preço do litro da gasolina.

Ela começa a valer dia 1º de outubro e, segundo o Ministério das Minas e Energia, irá durar enquanto for considerada necessária, para evitar escassez nas bombas. Este e outros assuntos são destaques no VIII Encontro dos Revendedores de Combustíveis e Lojas de Conveniência da Região Norte, que começou ontem e vai até esta sexta, na Estação das Docas. O evento reúne na capital paraense empresários de setor petrolífero de todo o país, representantes do governo federal e de empresas fornecedoras de petróleo.

Entre os assuntos que serão discutidos durante esta sexta estão os painéis “Qualidade, Logística e Manuseio do Biodiesel” com participação da Agência Nacional do Petróleo e Ministério de Minas e Energia, além dos sindicatos da categoria, e “O que muda para o Etanol tendo a ANP como novo órgão regulador”. O objetivo, segundo Paulo Miranda, presidente da Fecombustíveis é debater questões importantes acerca do setor petrolífero, mas de forma mais regional. “Abordar esses problemas e analisar isso em caráter mais regionalista é fundamental. Temos, por exemplo, a questão ambiental, o aumento da frota nacional, que são itens que influenciam diretamente na nossa produção” explica o presidente da federação. Paulo Miranda diz ainda que entre os principais problemas é a nova resolução. “A preocupação é não faltar combustível, mas a redução de um composto implica no aumento de outro” diz Paulo em relação à diminuição do teor de álcool anidro na composição da gasolina.

Uma das maiores preocupações é que, embora haja a redução do teor do álcool, haverá o aumento da gasolina nesta composição, o que, na opinião de Paulo Miranda, pode ocasionar um novo aumento nos preços. “Pode ser um efeito reverso, a ideia é diminuir o custo, mas a diminuição será no componente mais barato. Então, se diminui o mais barato e aumenta o mais caro a tendência é que o preço suba, a estimativa é de que o aumento seja em torno de 1% a 2%” pondera Miranda.

Já para Alírio Gonçalves, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Estado do Pará (Sindcombustíveis) a medida pode afetar ainda mais o bolso do consumidor paraense. “Com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do Pará hoje em 28% do valor do produto, a expectativa para o Estado deve ser um aumento entre 2% e 5% no preço do combustível” afirma o presidente, para quem o aumento pode chegar a 12% até maio de 2012. (Diário do Pará)

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