A ideia de aproveitar a presença das autoridades para protestar contra a destruição da Amazônia pode não ter se concretizado, mas o "Grito em Defesa da Amazônia", organizado pelo movimento Xingu Vivo em várias cidades brasileiras, conseguiu deixar seu recado no Dia da Independência.
Protestando principalmente pela revisão do Código Florestal e contra a construção de hidrelétricas nos rios da Amazônia, cerca de sessenta manifestantes iniciaram uma marcha paralela ao desfile oficial das Forças Armadas, que acontecia na avenida Presidente Vargas com a presença de várias autoridades.
Partindo da Escadinha da Estação das Docas e seguindo pela avenida Assis de Vasconcelos até a praça da República, os manifestantes carregavam faixas e cartazes de protesto, principalmente contra a construção da usina de Belo Monte. Alguns participantes estavam caracterizados com pinturas indígenas no rosto.
Com a intenção de se juntar ao desfile oficial na avenida Presidente Vargas, o grupo foi impedido pelo policiamento e decidiu dar a volta na praça da república, para protestar em frente às autoridades que presentes, mas só foram autorizados a entrar na avenida Presidente Vargas no final do desfile.
Diante do palanque já esvaziado sem a presença das autoridades, a manifestação foi encerrada com um ato pela preservação da Amazônia, contando com o apoio de vários simpatizantes da causa que se juntaram ao protesto durante a marcha.
(DOL)
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