Quando as “pintas” vermelhas começaram a aparecer pelo corpo de Almir Souza, todo mundo achou que ele estava com sarampo. Só que elas começaram a coçar. Veio a febre de 38, 39 graus e as “pintas” ganharam uma nova face. Como bolinhas de água espocaram e viraram feridas, o que ele tinha era mesmo uma catapora.
Transmitidos por vírus, tanto o sarampo como a catapora se encaixam no grupo das chamadas “Doenças Infecciosas”, assunto do último fascículo da série “Dr. Responde”, do DIÁRIO. Segundo a infectologista do Hapvida, Débora Oliveira Onuma, a diferença entre uma doença e outra se dá através da análise das lesões no corpo e dos próprios sintomas dos pacientes. “Na catapora, há vesículas, bolhas d’água que evoluem para crostas (os cascões). Já no sarampo, há pápulas (espécie de placas) de fundo avermelhado e o paciente não consegue se alimentar”, explica.
Os sintomas da catapora aparecem, em média, cinco dias após o contato. Bebês e idosos podem apresentar o quadro mais grave da doença. “A encefalite, que pode levar à morte”, afirma.
O estudante Almir, hoje com 21 anos, tinha 16 na época em que contraiu catapora. Os sintomas, segundo ele, foram leves, com as bolhas de água surgindo nas costas e no rosto, além das pernas e braços. O mais complicado mesmo foi ter de controlar a vontade de coçar as regiões afetadas. “Até hoje tenho marcas no braço. Só no rosto que eu tentava me controlar. De vez em quando não dava pra aguentar a coceira”.
Durante quase três semanas, Almir viveu esse pequeno dilema: sucumbir ao desejo de aliviar a coceira ou superar a vontade e ficar com a pele livre de marcas. Teve apenas a ajuda de uma pomada, comprada pela mãe numa farmácia com indicação da farmacêutica do local. “Não fui ao médico porque nesses casos não tem muita o que fazer, né?! É esperar mesmo”, completa.
“A gente pode tratar sim. Normalmente, quando o quadro é brando, não há necessidade. Mas o tratamento diminui o tempo da doença e a gravidade das lesões”, ressalta Onuma. A médica destaca ainda que os cuidados básicos para se tentar impedir o contágio são bem simples. “Evitar estar em contato com pessoas doentes, evitar lugares fechados, usar máscaras de proteção”.
GRIPE
Basta o clima dar sinal de mudança, para Maíra Carvalho ficar em alerta. A professora de inglês, de 32 anos, há sete anos vive às avessas com o tempo. Pelo menos duas vezes por ano ela gripa. Sempre no período de mudanças climáticas. Mesmo tentando se precaver, ela adquiriu novamente uma gripe no final de setembro deste ano. “Como eu já vejo que o clima vai mudar, eu já procuro tomar vitamina C pra não deixar a resistência baixar. Dessa vez ela veio mais branda”, recorda. Em junho, no entanto, os sintomas foram bem mais intensos.
“Tomei anti-inflamatório, com indicação médica. Geralmente, eu procuro ir ao médico, na emergência de um hospital”, garante Maíra, que tem pânico de se automedicar, atitude aplaudida por quem entende do assunto. Se a gripe não for tratada corretamente, é capaz de afetar ainda mais a saúde do paciente. “A gripe, por ser uma doença viral, pode levar a uma baixa da resistência imunológica do paciente, tornando-o mais vulnerável a adquirir doenças bacterianas, como amigdalite, pneumonia”, destaca Débora. (Diário do Pará)
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