As empresas terceirizadas da concessionária de energia elétrica no Pará, Rede Celpa, denunciaram à polícia que seus veículos estão sendo depredados por motoqueiros encapuzados, em plena luz do dia, desde a última terça-feira. Os criminosos estariam parando os veículos nas ruas, furando os pneus e quebrando os vidros com pedradas, assustando os trabalhadores e causando revolta nos donos das empresas.
O caso foi denunciado na Seccional da Marambaia, que abriu inquérito para apurar os fatos. Até mesmo a Rotam (Ronda Tática Metropolitana) já foi chamada para reprimir as violentas manifestações, mas até agora os autores dos delitos ainda não foram flagrados.
Os empresários acusam o Sindicato dos Eletricitários do Estado do Pará (Sindelpa), que iniciou uma greve da categoria na última terça-feira, de ser o responsável pelos ataques, como forma de forçar os trabalhadores a aderirem ao movimento. Eles também já solicitaram à Justiça a ilegalidade da greve.
As empresas que tiveram carros depredados são a Crednews (oito carros), Evoluti (seis carros), Reluz (cinco carros) e Endicon (11 carros). Nelas trabalham cerca de mil funcionários, mas somente uma minoria teria aderido à greve.
Os próprios trabalhadores estariam revoltados com a situação, porque já teriam recebido aumentos no salário e no vale-alimentação bem acima da inflação a partir de 01/09. As empresas também afirmam que o Sindelpa disputa judicialmente com outros sindicatos a representatividade da categoria e está desrespeitando o direito de ir e vir dos trabalhadores.
Ainda segundo informações dos empresários, no final da noite de ontem um motoqueiro foi preso e teria confessado ao delegado de plantão na Seccional da Marambaia que estaria recebendo R$ 150 do presidente do Sindelpa para depredar veículos das empresas deles.
SINDELPA
O presidente do Sindelpa, Adamor Nunes, confirmou que recebeu, ontem, uma intimação para prestar esclarecimentos à polícia sobre a depredação dos veículos, mas disse que desconhece o caso e que o movimento da categoria “tem sido passivo”.
Segundo ele, o Sindelpa “seria incapaz de fazer uma coisa dessas”. Nunes diz que vai pedir que os empresários provem a acusação contra o sindicato, ou vai entrar na Justiça com processo “por perseguição sindical, assédio moral, difamação e calúnia”. Ontem, o sindicato pediu a mediação da Superintendência Regional do Trabalho para tentar solucionar o impasse.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar