Autoridades de saúde do Pará estão em alerta máximo em relação à doença de Chagas. O número de casos aumentou em relação ao ano passado, mas isso não é o mais grave. O pior é que tem crescido também a taxa de mortalidade. No ano passado foram registrados 78 casos, com cinco vítimas fatais, uma taxa de mortalidade de 6,41%. Neste ano, já foram 81 registros, com oito mortes, segundo levantamento feito pela Secretaria de Estado de Saúde (Sespa). Ou seja, uma taxa de mortalidade de 8,3%.
“Esse aumento é grave porque, em função do tipo de contágio, por via oral, nunca temos um caso isolado. Sempre que aparece um caso, há outros em volta”, diz a coordenadora estadual do programa de doença de Chagas, Elenild Góes. Belém é a campeã de casos, com 31 registros neste ano. Hoje, a Sespa analisa possíveis surtos da doença em vários bairros da capital, entre eles, Telégrafo, Pedreira, Umarizal, Jurunas, Terra Firme, Condor, Catalina, Cremação, Batista Campos, Mangueirão e Águas Lindas. A doença está fortemente associada à falta de higiene e precariedade no saneamento básico.
O Pará é responsável por 80% dos registros da doença de Chagas no Brasil. Esse número reflete a precariedade desses serviços no Estado mas, segundo as autoridades, indica também que está havendo maior esforço para evitar as subnotificações. O programa de doença de Chagas no Pará foi criado há cinco anos e, desde então, o número de casos se mantém em torno de 100, mas o aumento de mortos neste ano acionou o alerta em relação à necessidade de prevenção. Leia mais no Diário do Pará



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