A multa diária de R$ 25 mil definida pela Justiça pelo não retorno dos professores às salas de aula passou a contar a partir de ontem. Independente disso, o cenário observado na maioria das escolas públicas era o mesmo que se repetiu durante os 40 dias da greve dos professores. Portões fechados, poucos alunos nos pátios, salas de aula vazias.
Logo no início da manhã de ontem, a reunião entre alunos, pais e professores da Escola Estadual Paulino de Brito aconteceu no pátio em frente ao colégio. Sentados em um banco da área de lazer, pais e alunos recebiam a notícia de que a greve continuaria. “Se nós recuarmos agora, no ano que vem vai acontecer a mesma coisa”, argumentava a professora de língua portuguesa, Sandra Macedo.
Atentos aos avisos, pais e alunos não demonstravam nenhuma opinião enquanto a professora falava. “Vocês não vão perder o ano. Por enquanto, a nossa decisão é repor depois essas aulas. O professor não faz greve porque não quer trabalhar”.
Após a retirada do grupo de professores que ainda iriam se reunir para “contabilizar” o número de professores que continuariam no movimento grevista - seguindo a decisão coletiva tomada em assembleia na manhã de segunda-feira -, foi quando começaram os comentários sobre a decisão. Em sua maioria, a manifestação tímida dos pais era de descontentamento. “Acho que não vai mais ter aula esse ano”, considerava a dona de casa Irene Leite, que acompanhou a filha até o colégio na esperança de que a menina pudesse voltar a estudar. Leia mais no Diário do Pará.
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