Professores da rede estadual realizam nesta manhã (16) um ato público na Praça Santuário - Can, no bairro de Nazaré, em Belém. O objetivo é convencer a população e o governo de suas reivindicações, principalmente, sobre o impasse a respeito do pagamento do piso salarial da categoria, garantido por Lei desde 2008 e, que, por determinação da 1ª Vara Cível de Belém, deverá ser pago em 12 parcelas a partir de 2012 pelo Governo do Estado.
Do Can, eles devem seguir em caminhada para o CIG (Centro Integrado de Governo), onde vão tentar uma audiência com o secretário especial de Estado de Promoção Social, Nilson Pinto, e esperam receber uma resposta positiva do governo sobre uma possível negociação e finalização da greve, que já dura 50 dias.
Segundo o coordenador estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), Williams Silva, a categoria está fazendo o possível para retomar as negociações com a Seduc, o que, segundo ele, não acontece desde a decisão judicial favorável ao governo. “Se o governo concordar com alguns pontos, nós poderemos voltar da greve, mas não dá para só a gente ceder”, disse. “A cada ataque do governo, como a promessa de cortar o ponto e demitir os professores temporários, a nossa categoria está mais forte”.
O governo só poderá começar a descontar os dias parados se os professores não apresentarem um calendário de reposição de aulas até o dia 18 deste mês, segundo a decisão do juiz Elder Lisboa.
Amanhã (17), os professores realizarão uma assembleia para avaliar o ato de hoje e decidir se a greve termina ou continua. A reunião será às 9h, no Centro Social de Nazaré, no Can. (DOL)
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