“A população é a mais prejudicada por falta de atendimento e a cooperativa possui um rombo no caixa de R$1,9 milhão”, argumenta Luiz Fausto, presidente da Amazoncoop (Cooperativa dos Profissionais de Saúde da Amazônia), que ainda ressalta, “Esta não é uma paralisação nem um movimento grevista, o que acontece é que simplesmente o fim do contrato estava previsto para terça-feira (22).”
De acordo com a Cooperativa, muitas são as pendências e enquanto elas não forem sanadas não terá como renovar o contrato. “Queremos o pagamento de 2,4 milhões referentes a junho, julho e agosto, mais ainda o pagamento do mês de setembro, que, segundo a secretaria, dependeria do repasse do governo do Estado, que a princípio estaria marcado para próxima sexta (25). Aí, sim, teríamos como acionar os médicos para que retornassem ao trabalho, enquanto negociamos outro contrato com a Sesma”, explica Luiz Fausto.
Segundo o presidente da Amazoncoop, a Sesma propôs a continuidade do trabalho sem contrato, mesmo com um débito de dois meses, no caso outubro e novembro. Fato que a cooperativa não aceita. Ao todo, o débito da Sesma com a cooperativa seria de R$ 5,9 milhões
Em nota oficial, a Sesma informou que está analisando a renovação do contrato com a cooperativa e acredita que o pagamento será efetuado até esta sexta-feira (25). A Sesma ressaltou ainda que está à procura de médicos para trabalhar nas Unidades Municipais de Saúde (UMS) e Hospitais de Urgência e Emergência Mário Pinotti (14 de Março) e Humberto Maradei (Guamá).
Cerca de 350 médicos da Amazoncoop prestam serviços de todas as especialidades, atendendo pelo Samu, prontos-socorros do Guamá e da 14 de Março, unidades municipais de Saúde do Bengui, Jurunas, Cotijuba, Caranduba, Icoaraci e também no Hospital Geral de Mosqueiro.
Segundo a Sesma, ontem, no Pronto-Socorro da 14 de Março, estavam em serviço 1 médico pediatra, 1 clínico geral, 1 traumatologista, 1 médico de pequenas cirurgias e 1 neurologista, ou seja, apenas médicos associados à Sesma. Leia mais no Diário do Pará.
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