A tarefa de contar histórias é simples e pode ser feita por qualquer pessoa. A partir daí, surgem os mitos, as lendas. As narrativas folclóricas amazônicas dão suporte ao acervo literário paraense. As crianças são as principais responsáveis pela perpetuação dessas histórias.
A fascinação continua mesmo com o avanço tecnológico. Os contadores de histórias contribuem para que a magia - envolta em personagens e contos - não se perca no tempo. “É preciso passar o legado às gerações futuras. Quando uma história cai no gosto popular, vira real”, afirma Antônio Juraci Siqueira, contador de histórias. “Nem toda a tecnologia pode matar a magia que tem na voz de um contador”, recita. Ele considera que o povo da Amazônia tem uma forma diferente de narrar o que presencia. “Contar histórias faz parte da identidade cultural amazônida. A nossa região é um lugar onde elas são contadas em primeira pessoa. A gente conta o que viveu ou recria o relato de algum conhecido”.
Essa oralidade se incorpora à linguagem escrita como influência da cultura local sobre a arte dos escritores paraenses. De acordo com Paulo Nunes, doutor em Literatura de Língua Portuguesa, a tradição amazônica está imersa nesse mundo da fala. (Diário do Pará)
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