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Contra a divisão que criará três novos estados

O governo do Estado toca um programa de descentralização da administração. O objetivo é manter a presença integrada de órgãos do Estado nas principais regiões do Pará, a exemplo de projetos como a Estação Cidadania, implantado no bairro do Jurunas, em Bel

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O governo do Estado toca um programa de descentralização da administração. O objetivo é manter a presença integrada de órgãos do Estado nas principais regiões do Pará, a exemplo de projetos como a Estação Cidadania, implantado no bairro do Jurunas, em Belém. Nesta entrevista exclusiva cedida ao DIÁRIO, através dos jornalistas Frank Siqueira e Raimundo Sena, o deputado Zenaldo Coutinho (PSDB), principal representante da frente contra a criação do estado de Carajás, admite essa preocupação do atual governo com o desejo das várias regiões do Pará de maior proximidade de representações do poder público - fato que em si serve de combustível para clamores separatistas. Porém, também é enfático: a divisão proposta para o Pará poderá resultar em nada mais que o gravamento da fragilização da economia paraense.

Para Coutinho, além da redivisão de um bolo econômico marcado pelo ainda baixo nível de produção, o cenário pós-plebiscito pode trazer ainda maiores agravantes, como os resultados negativos da disputa tributária entre os entes federados: “Quando se divide, você traz para dentro desta área territorial a guerra fiscal que hoje é externa a esse território”, argumenta.

Zenaldo Coutinho, 50, é natural de Belém. Formou-se em Direito pela Universidade Federal do Pará, foi eleito vereador de Belém por duas vezes e duas vezes deputado estadual. Presidente da Assembleia Legislativa em 1995, foi eleito deputado federal pela primeira vez em 1999 e hoje já está em sua quarta legislatura.
Este ano se licenciou da rotina parlamentar para assumir a chefia da Casa Civil da Governadoria e depois também a Secretaria Especial de Proteção e Desenvolvimento Social. No entanto, deixou o governo no último dia 31 de agosto e reassumiu o cargo de deputado federal, justamente para se dedicar à campanha contra a divisão territorial do Pará. Confira a entrevista cedida com exclusividade ao DIÁRIO DO PARÁ:

P: O senhor saiu do governo para assumir a campanha contra a divisão do Estado. Atuar na Secretaria Especial de Proteção Social o impediria de atuar na frente?
R: Impediria. Nas primeiras minutas de resolução do TSE [Tribunal Superior Eleitoral] publicadas não havia impedimento, mas quando nós tivemos a audiência pública em Brasília, os próceres da divisão do Carajás solicitaram ao TSE que restringisse a participação de parlamentares licenciados que estivessem no executivo - com endereço certo. O TSE acabou acolhendo e eu imediatamente me afastei.

P: A frente de defesa da integridade territorial do Pará tem uma estratégia definida de campanha para mobilizar a população...
R: Nós tivemos convenções da frente contra Carajás e contra o Tapajós, reunindo diferentes partidos e três segmentos da sociedade, representações das mais diversas, desde líderes sindicais, líderes de comunidades, líderes partidários, um mix da representação social. A estratégia de marketing, com as nossa quatro agências tupiniquins, papachibés, acho que até simbolicamente é um bom enfrentamento entre as nossas agências, do talento e da inteligência do Pará, contra o estrangeirismo do Duda Mendonça.

Leia a entrevista completa no Diário do Pará

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