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Preço de frutas ficou acima da inflação,diz Dieese

Elas são fundamentais para garantir uma boa saúde graças à riqueza em vitaminas e sais minerais, necessárias ao bom funcionamento do organismo humano. Mas atualmente veem afetando a saúde de uma das partes mais sensíveis do corpo, o bolso. Neste início de

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Elas são fundamentais para garantir uma boa saúde graças à riqueza em vitaminas e sais minerais, necessárias ao bom funcionamento do organismo humano. Mas atualmente veem afetando a saúde de uma das partes mais sensíveis do corpo, o bolso. Neste início de 2012 os consumidores já perceberam um aumento significativo no preço das frutas nos supermercados e feiras de Belém.

Uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) confirmou a tendência de elevação dos preços e apontou o mamão como o grande vilão dos aumentos neste início de ano. O aumento acumulado no preço do quilo da fruta entre janeiro e dezembro de 2011 chegou aos surpreendentes 103,30%.

Atrás do mamão está a manga rosa, cujo quilo acumulou alta de 43,68% em 2011. O cupuaçu por sua vez teve um reajuste de 20% e a laranja pera de 18,24% no ano passado. O reajuste acumulado da acerola foi de 14,46%; do maracujá, de 12,40%; da goiaba branca, de 8,98%; da goiaba vermelha, de 8,94% e por fim a melancia apresentou alta acumulada de 5.60%.

A pesquisa do Dieese revela que boa parte dos preços das frutas comercializadas nas feiras e supermercados de Belém ficou acima da inflação de 2011 que foi de 6,5%. As frutas regionais, como cupuaçu, graviola, pupunha, uxi e a sapotilha também sofreram oscilações nos preços, mas principalmente por conta da sazonalidade.

No mesmo período de 2011, o Dieese revelou que poucas frutas sofreram uma redução nos preços. Uma delas foi a tangerina, com uma queda de 29,57%. A outra foi o abacate com uma redução de 26,46%.

Mas essa queda no preço de algumas frutas parece não sentir efeito para o consumidor. A maioria tem percebido um aumento expressivo nos preços dos produtos, mas mesmo assim não deixa de consumir as frutas. “Eu notei o aumento neste início de ano. Não deixo de consumir as frutas, a maçã é uma delas, mas se estiver muito caro nem levo. Geralmente procuro substituir por outras mais baratas”, afirma a dona de casa Vera Silva. A empresária Edna Silveira é outra consumidora que revela ser acostumada a comprar as frutas de consumo diário, mas que estão com os preços cada vez mais salgados. “Aumentou bastante e eu que consumo bastante continuo comprando. Costumo comprar ameixa, laranja, maçã e pêssego. Acredito que houve um aumento de pelo menos 10% no preços”, aposta a empresária.

A opinião de Roberto Cavalcante é reafirmada pela professora do curso de Nutrição da Universidade Federal do Pará (UFPA), a nutricionista Vanessa Lourenço. Ela recomenda o consumo de 4 a 6 porções de frutas diariamente. O ideal é que esse consumo ocorra entre as principais refeições do dia. Mas uma porção de frutas no café da manhã é também recomendada por Vanessa.

Assim como depois do almoço onde a fruta pode ser consumida como sobremesa.

Regionais
O ideal, diz a nutricionista Vanessa Lourenço,é substituir as frutas mais caras pelas frutas regionais e da época, tais como banana, abacaxi e a manga regional. (Diário do Pará)

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