As vacinas contra as hepatites A e B são recomendadas para adolescentes e adultos de qualquer idade contra meningite e hepatite. As meningites virais são o tipo mais comum e normalmente não deixa sequelas. A exceção fica por conta das meningites causadas pelo vírus do herpes e da varicela (catapora), que podem ser fatais. As meningites bacterianas, por outro lado, quase sempre são graves e são causadas principalmente por meningococos, pneumococos e hemófilos, que também provocam infecções generalizadas, pneumonias e otites.
Indivíduos sadios podem não aparentar e mesmo assim transmitir a doença, representando um risco maior que o próprio enfermo. Apesar disso, o Brasil já está no mesmo patamar dos países desenvolvidos e dispõe de vacinas atualizadas, disponíveis em clínicas particulares licenciadas.
De acordo com a Associação Brasileira de Imunizações (SBIm) e Associação Brasileira de Pediatria, as vacinas meningocócica C e hemófilos B devem ser administradas ainda nos primeiros meses de vida e reforçadas após o primeiro aniversário e em torno dos cinco anos de idade.
As crianças a partir dos 11 anos e os adultos devem receber a vacinação meningocócica ACYW135. Pessoas a partir dos 50 anos, doentes crônicos (diabetes, asma, obesidade) ou que desejam deixar de hospedar e transmitir a doença podem receber as vacinas pneumocócicas Pn 13 ou Pn 23 como são recomendados na Europa e EUA.
HEPATITE - Conforme a SBIm, as vacinas contra as hepatites A e B são recomendadas para adolescentes e adultos de qualquer idade. Para surtir o efeito completo são necessários pelo menos seis meses, existindo esquemas para quem precisa se proteger em menos tempo para efeito de viagem.
Além disso, a vacina para hepatite B é recomendada a partir do nascimento, ainda na maternidade, e para a hepatite A, a partir do primeiro ano de vida. Na Clínica de Medicina Preventiva do Pará (Climep), ambas as vacinas já estão disponíveis, separadas ou combinadas na mesma aplicação.
Recentemente, o Ministério da Saúde ampliou a faixa etária limite da vacinação contra a hepatite B, passando de 24 anos para 29 anos. A medida vale tanto para homens quanto para mulheres a partir dos 19 anos. Em 2009, foram confirmados 14.601 casos, totalizando 94.044 casos acumulados entre 1999 e 2009. (DOL, com informações da Climep)
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