Após sentir fortes dores, uma adolescente de 15 anos deu à luz em plena via pública na manhã de anteontem. Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa da Fundação Santa Casa de Misericórdia, para onde mãe e bebê foram encaminhados por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a adolescente teria começado a sentir as dores na noite de domingo e, na manhã do dia seguinte, teve a criança no Complexo Viário do Entroncamento, em Belém.
Ainda de acordo com a nota, a adolescente deu entrada no hospital no final da manhã da última segunda-feira e, segundo relatos da própria paciente, ela seria moradora de rua. A equipe médica que atendeu a mulher considera seu estado de saúde estável.
Quanto ao bebê, a nota informa que ele teria nascido de “de parto normal de 37 semanas, com baixo peso, seu estado clínico é estável, mas necessitando de medidas de suportes especiais”. A criança ainda teria passado por exames laboratoriais e recebe alimentação por via oral do Banco de Leite Humano da Santa Casa.
De acordo com a coordenadora proteção especial de média complexidade da Fundação Papa João XXIII (Funpapa), Andréa Souza, o caso da adolescente foi o primeiro já registrado pela instituição. “É muito difícil nós recebermos essa demanda porque, geralmente, as adolescentes que moram nas ruas e que ficam grávidas, acabam praticando aborto”.
Segundo ela, os registros da Funpapa apontam apenas o caso de uma adolescente grávida que, em 2006, foi acolhida pela fundação e teve a oportunidade de dar à luz em um hospital. “Uma garota que morava na Praça Guajará foi identificada em 2006. Através de uma ação solidária, vimos que ela estava grávida e acompanhamos sua gravidez até o parto no hospital”.
Em casos como o que aconteceu na última segunda-feira, Andréa informa que é necessário que se faça um levantamento da condição social em que a adolescente está envolvida.
“Nesses casos, se não for encontrada a família, a nossa equipe entra em contato com o hospital para chegar à adolescente para saber se ela é de Belém, se tem família... é um processo de construção da informação para que se possa tentar que ela volte para a família”, afirma. “Só porque uma pessoa mora na rua, não significa que ela não tenha casa e família”.
ÔNIBUS
Uma situação parecida com a vivenciada pela moradora de rua aconteceu no último dia nove deste mês. Em viagem que a trazia da localidade ribeirinha Baixo-Moju para Belém, Elivalda Gonçalves de Jesus, 23 anos, entrou em trabalho de parto e deu à luz uma menina, a pequena Ketelen Jesus Viana, dentro do ônibus da linha Transbrasiliana.
Já com a filha no braço, Elivalda informou que já havia começado a sentir dores na madrugada do dia anterior à viagem, mas que, mesmo já tendo completado nove meses de gestação, optou por ficar calada para não incomodar a família já que achava que daria tempo de chegar ao hospital.
Porém, ela acabou entrando em trabalho de parto na poltrona do coletivo e sua filha foi acolhida por uma senhora que estava sentada ao seu lado. Após o parto, as duas (mãe e filha) foram levadas ao Hospital de Urgência e Emergência de Marituba passando bem. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar