Já está em fase de avaliação a nova máquina que deverá substituir a etapa artesanal de lavagem do açaí. A máquina é uma alternativa desenvolvida pela Secretaria de Agricultura do Estado - Sagri, para eliminar os riscos da chamada doença de Chagas. A doença que teve seu pico em 2009, quando foram registrados 240 casos da doença, reapareceu no ano passado. Contra 79 casos em 2010, a doença transmitida pelo ‘barbeiro’ teve aumento de 63,70% no ano de 2011, quando foram catalogados 124 casos, 40 desses só na capital.
PROJETO PILOTO
O projeto piloto é resultado de um decreto que deverá entrar em vigor até o segundo semestre de 2012 e é destinado a normatizar o processo de produção da polpa do açaí, eliminando os possíveis riscos de contaminação. Segundo Geraldo Tavares, gerente de fruticultura da Sagri, o equipamento é simples e pode reduzir os casos de contágio. “Durante o processo, o aquecimento e choque térmico do fruto são parte importante para erradicar as bactérias presentes. A máquina serve para substituir a forma como os batedores fazem a higienização”, diz Tavares.
O protótipo já está em fase de avaliação, e deverá estar disponível no mercado já em agosto. A partir daí os batedores terão que, obrigatoriamente, adquirir o equipamento previsto na norma, que terá preço variando de R$ 1.700 a dois mil reais. “Esse segundo momento nós faremos acordos com os bancos para que os revendedores da polpa possam financiar a compra do tanque de branqueamento” ressalta o gerente.
Os batedores terão prazo de adequação estrutural dos estabelecimentos. Além do tanque de branqueamento, o decreto também prevê, entre outras e por questões de higiene, que os pontos não poderão mais ser de madeira. “Os pontos serão catalogados e os revendedores cadastrados. Assim que o período de adequação acabar, faremos um treinamento para que eles possam manusear o equipamento” adianta.
Para o vendedor Carlos Santana, 34, o processo é necessário. “Eu fico com medo sim, de que alguém venha no meu ponto e acabe ficando doente. Acho que isso é bom para que a gente possa melhorar a qualidade do nosso produto” diz. Mas o preço do equipamento parece não agradar. Leia mais no Diário do Pará.
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