Policiais Civis e Militares afirmam que farão hoje (18) uma última negociação com o governo, na tentativa de obter um acordo, para que não haja greve. A proposta que será apresentada nesta tarde na Secretaria de Administração pede 15% de escalonato vertical e aumento da gratificação de risco de vida de 50 para 100%.
“Se atenderem estas duas propostas, a greve será suspensa. Caso contrário, às 18h realizaremos a plenária para tratar sobre o assunto”, afirmou o sargento Aelton Costa, da Associação de Policiais e Bombeiros Militares.
Ontem (17), em uma reunião que durou quatro horas, a Secretaria de Administração do Pará pôs na mesa o orçamento feito pelo Estado para atender às demandas dos servidores. Enquanto os militares pedem aumento de 100%, a contraproposta é de 14,13% a 22% para os praças (soldado, cabo, terceiro-sargento, segundo-sargento, primeiro-sargento e subtenente).
Os praças são a primeira categoria na proposta de negociação dividida feita pelo Estado. Somente após a definição do reajuste deles é que o aumento do oficialato será revisto. Segundo a secretária de Administração, Alice Viana, a divisão vai facilitar a negociação.
“A lei dos praças já prevê reajuste, mas deixou de ser cumprida de 2007 a 2010. Para os oficiais, precisamos criar um projeto de lei que será enviado para a Assembleia para regularizar a situação”, explica.
Com o reajuste proposto pelo governo, o soldado, que ganha hoje R$ 1.689,50, passaria a receber R$ 2.128,80. O aumento é de 14,13%, tendo a partir daí um reajuste escalonado de 1% a cada patente. O subtenente, que ganha atualmente R$ 2.531,47, deve ganhar R$ 3.185,62.
(DOL, com informações do Diário do Pará)
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