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Técnicos combatem leptospirose nas feiras

Com 40 registros de leptospirose em 2011, Belém inicia o ano sob monitoração do Centro de Controle de Zoonoses - CCZ para tentar reduzir os casos de doenças transmitidas pelos ratos. Mesmo debaixo de chuva, técnicos e veterinários visitaram, na tarde de o

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Com 40 registros de leptospirose em 2011, Belém inicia o ano sob monitoração do Centro de Controle de Zoonoses - CCZ para tentar reduzir os casos de doenças transmitidas pelos ratos. Mesmo debaixo de chuva, técnicos e veterinários visitaram, na tarde de ontem, as feiras do Marco e da 25, além do mercado da Pedreira, distribuindo os raticidas e informações aos feirantes e transeuntes.

A ação é parte do cronograma de desratização do município de Belém, e já passou pelo Complexo do Guamá e Hortomercado da Terra Firme. Ainda este mês, o CCZ visita o complexo do Jurunas, de São Brás e a Feira da Batista Campos. Segundo Roberto Brito, médico veterinário do Centro de Zoonoses, o procedimento é composto de cinco etapas. “A primeira é esta, na qual as equipes depositam os raticidas nos pontos estratégicos, depois mais quatro visitas são feitas para monitorar a ação do veneno” explica Brito.

É no período de dezembro a julho que ocorre a maior incidência da leptospirose, principal doença transmitida pela urina do rato. A coincidência, diz o médico do CCZ, fica por conta do período chuvoso, conhecido como inverno amazônico. “A leptospirose precisa de um meio hídrico para o contágio, e é nesse período de chuvas que essa contaminação acontece, principalmente”, ressalta Roberto.

“Com o uso do raticida, reduzimos também o número de acidentes como incêndios, que algumas vezes são causados pelos roedores que acabam danificando fiações e circuitos elétricos. Além disso, a medida pode melhorar a higiene e salubridade dos locais públicos”, enumera Roberto Brito. O veterinário explica ainda que a preventiva auxilia não apenas na prevenção de doenças.

Na banca da Dona Neide, 45, os camarões ficam expostos à vista do freguês e são eles que atraem os clientes como carro-chefe do ponto. “Mas o cheiro deve atrair não só quem quer comprar, porque vez ou outra eu dou de cara com uns ratos tentando roubar algum que cai no chão”, conta a vendedora.

A banca, que fica na feira da 25, tem como vizinhos os contêineres de lixo, prato cheio para os roedores que só precisam correr dois metros até chegar ao complexo de vendas.

“Acho um horror, apesar de gostar dessa tradição de fazer a feira, é cada vez mais perigoso. A falta de higiene do local é um dos principais motivos de eu estar preferindo os supermercados”, reclama a aposentada Alda Maria Souza, 67, moradora da Travessa do Chaco. (Diário do Pará)

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