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Governo articula projetos contra desastres

A Defesa Civil do Estado e a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) firmaram parceria para prevenir o Pará contra desastres e catástrofes naturais. A primeira medida fruto dessa parceria é o curso de capacitação que será realizado a parti

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A Defesa Civil do Estado e a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) firmaram parceria para prevenir o Pará contra desastres e catástrofes naturais. A primeira medida fruto dessa parceria é o curso de capacitação que será realizado a partir de fevereiro, primeiramente no oeste do Estado, habilitando técnicos para agir em situações extremas. A parceria prevê, ainda, a execução de projetos estruturais que visam preparar o Estado para o inverno do ano que vem. Paralelo a esse planejamento, a Defesa Civil garante estar de prontidão neste período de fortes chuvas no Estado, que deve durar até junho, segundo as previsões meteorológicas.

De acordo com o coordenador adjunto da Defesa Civil do Pará, coronel José Augusto Almeida, o curso, que será ministrado prioritariamente no oeste e sudeste paraense, capacitará os técnicos a prevenir desastres e tomar medidas em situações de emergência. “Além disso, o nosso objetivo é capacitar as regionais da Defesa Civil a partir do Sistema Regional de Manejo de Incidentes, que dá ênfase no desastre da região, mas permite uma visão geral do Estado como um todo”, afirmou o coronel, em reunião com a Sudam nesta quarta-feira, 25, no Comando do Corpo de Bombeiros, em Belém.

A coordenadora de Defesa Civil da Sudam, Adelaide Nacif, adiantou que para a elaboração de projetos de infraestrutura está sendo feito um zoneamento de todo o Estado, observando a vulnerabilidade de cada região. Ainda segundo a coordenadora, o curso de capacitação de técnicos pode reduzir o nível de vulnerabilidade a desastres em alguns locais.

"A partir desse zoneamento nós vamos discutir o desenvolvimento desses projetos estruturais para prevenir o Estado contra desastre já no ano que vem. A capacitação irá reduzir bastante essa possibilidade. Os técnicos poderão, por exemplo, orientar a população e os municípios quanto ao descarte correto do lixo, evitando que esse material prejudique o fluxo da água das chuvas nas cidades, ou que contamine rios e córregos. Isso tudo é considerado desastre para a Defesa Civil”, explicou Adelaide.

PREPARATIVOS

O coronel Almeida assegurou que o Pará está preparado para atender, a partir de fevereiro, todos os municípios que forem atingidos pelas cheias dos rios, em razão do aumento dos índices pluviométricos neste período do ano. Além do efetivo dos bombeiros na capital e no interior, o Estado providenciou equipamentos para realizar o atendimento necessário aos municípios atingidos. Uma sala de situação está sendo equipada no Comando da corporação, na capital, onde a Defesa Civil manterá contato permanente com todas as regiões do Estado, monitorando o nível dos rios e a previsão meteorológica.

As medidas fazem parte do Plano de Contingência contra desastres naturais adotado pelo Governo em todas as regiões paraenses, em parceria com os municípios e órgãos federais. No total, serão utilizados pelo menos R$ 9 milhões na construção de abrigos, armazenamento de kits humanitários, de alimentos e de medicamentos, além da compra de equipamentos que devem ser utilizados nos municípios do interior prejudicados pelos desastres. O orçamento foi feito com base nos anos anteriores, quando, em média, 34 mil famílias, em trinta cidades, foram afetadas pelas chuvas e pelo aumento do nível dos rios.

Nas próximas semanas, a atenção do Estado estará voltada para o município de Marabá. O nível dos rios que cercam a cidade – Itacaiunas e Tocantins – chegou a 9,84 metros nesta terça-feira, 24, quase o volume máximo, que é 10 metros. A partir deste nível, algumas famílias deverão ser remanejadas para abrigos criados pelo município, segundo informou o coordenador regional da Defesa Civil em Marabá, tenente coronel Marcos Norat. “Estamos monitorando a situação e oferecendo apoio técnico para o município. Caso a situação chegue ao estado de calamidade, já estaremos preparados para atender às vítimas”, ressaltou. (Agência Pará)

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