Numa esquina que já não existe mais, a construção destoa da agitação que é o comércio de Belém. Apesar de ainda manter construções antigas, o bairro perde para o descaso com prédios que poderiam ser passaportes para o passado glamouroso da cidade. Em meio a lojas e corre-corre do centro, o casarão da Cosmorama é um suspiro de beleza, com sua arquitetura eclética bem conservada.
A construção datada de 1928 revela em sua estrutura que aquele era um ponto comercial dos mais requintados, ainda para os padrões imponentes do período. Elna Trindade, arquiteta, fala com admiração do sobrado. “O prédio é muito bonito, é interessante perceber que sua estrutura foi toda conservada. Um dos poucos que ainda se mantêm nesse estado de conservação. Atípico nos prédios do comércio, que acabam sendo modificados para atender aos lojistas. É uma bela surpresa estar caminhando num dia qualquer pelo comércio e perceber uma construção tão simples e imponente”, ressalta a arquiteta.
Segundo Elna, o prédio de três andares ainda comporta esquadrias de madeira originais, assim como a estrutura de janelas e sacadas simétricas. “Essa construção faz par com outro prédio da mesma rua, o da sede social do Grêmio Literário Recreativo Português. São construções semelhantes que revelam um pouco da história da cidade”.
O prédio da antiga loja Cosmorama, localizado na rua Senador Manoel Barata, é o 23º postal encartado no DIÁRIO, dentro da série “Casarões Históricos”. A coleção é composta de um álbum e 24 postais de monumentos históricos da capital paraense. Na edição de amanhã, será encartado o último postal da série, a Casa das Onze Janelas.
A SÉRIE
Com patrocínio do Governo do Estado, Prefeitura de Belém, Y.Yamada e com apoio da Vale, a série resulta de uma seleção de imagens registradas por fotógrafos do DIÁRIO.
São 24 postais que retratam prédios históricos de Belém, para colecionar em um álbum.
Amanhã, encerrando a série, o DIÁRIO encarta postal da Casa das Onze Janelas. (Diário do Pará)
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